Presidente dos EUA acusou Putin de ser um "assassino"

Moscovo já reagiu à entrevista de Biden e à acusação de Putin ser um assassino, considerando as palavras do Presidente dos EUA "um ataque" contra a Rússia.

O Presidente dos EUA, Joe Biden, acusou esta quarta-feira o seu homólogo russo, Vladimir Putin, de ser um "assassino" e preveniu que ele "pagará as consequências", se ficar provado que interferiu nas eleições norte-americanas.

Numa entrevista televisiva hoje difundida, Biden foi questionado sobre se considerava Putin "um assassino" e respondeu afirmativamente.

"Sim, acho que sim", disse o Presidente norte-americano.

No dia em que um relatório dos serviços de informações norte-americanos revelou que Putin deu instruções para prejudicar Biden na sua candidatura à Casa Branca, em novembro passado, o Presidente norte-americano preveniu o líder russo de que "em breve pagará um preço" pelas suas ações.

"Tivemos uma longa conversa, ele e eu. Conheço-o bem", disse Biden, durante a entrevista televisiva onde se mostrou empenhado em demonstrar mais firmeza perante o Kremlin do que o seu antecessor, Donald Trump.

"No início da conversa eu disse-lhe: Eu conheço-o e o senhor conhece-me. Mas, se eu chegar à conclusão de que fez isso, prepare-se", relatou Biden, referindo-se à conversa telefónica que manteve com o Presidente russo, dias depois de ter chegado à Casa Branca, em que falaram sobre a interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas.

Moscovo já reagiu à entrevista de Biden e à acusação de Putin ser um assassino, considerando as palavras do Presidente dos EUA "um ataque" contra a Rússia.

"É histeria devido à impotência. Putin é o nosso Presidente. E um ataque contra ele é um ataque contra o nosso país", escreveu Viatheeslav Volodine, presidente da câmara baixa do Parlamento russo, na sua conta da rede social Telegram.

"Com as suas declarações, Biden insultou os cidadãos do nosso país", acrescentou Volodine, que já foi o número dois do Governo russo entre 2011 e 2016.

O Kremlin também já rejeitou as acusações dos serviços de informações norte-americanos, sobre a interferência nas eleições presidenciais, considerando-as um pretexto para incentivas novas sanções económicas contra a Rússia.

Uma avaliação dos serviços de inteligência, que foi agora desclassificada, revela que o Kremlin e o Governo iraniano tentaram ajudar Trump a derrotar o adversário democrata Joe Biden, nas eleições presidenciais de 03 de novembro.

O relatório hoje divulgado pelo gabinete do diretor de Inteligência Nacional dos EUA mostra que houve uma tentativa por parte dos governos russos e iraniano em minar a confiança nos resultados das eleições presidenciais norte-americanas, bem como em difamar Joe Biden, com a autorização direta de Vladimir Putin.

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