Exclusivo Posse de walkie-talkies e 11 quilos de ouro: os alegados crimes de Suu Kyi

Enquanto a junta militar agrava o quadro legal a que a líder deposta está sujeita, o relator especial das Nações Unidas acusa os militares de crimes contra a humanidade.

Tem o sangue nas mãos de pelo menos 70 cidadãos birmaneses, resultado de uma crescente repressão às manifestações, pelo que o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou a junta militar, e enquanto isso ou exatamente por isso, esta anunciou na quinta-feira uma nova acusação contra a líder deposta e presa, Aung San Suu Kyi: corrupção.

Os militares realizaram uma conferência de imprensa na quinta-feira com o objetivo de acusar a mulher que chefiava o governo desde 2016 e cujo partido havia vencido as eleições parlamentares de novembro. Segundo o porta-voz da junta militar Zaw Min Tun, o ministro-chefe de Rangum Phyo Min Thein, detido tal como Suu Kyi, admitiu ter dado dinheiro e mais de 11 quilos em ouro à líder de 75 anos. "Soubemos que a própria Aung San Suu Kyi levou estes 600 mil dólares e o ouro. A comissão anticorrupção está a investigar", disse Zaw Min Tun, sem precisar o que estaria subjacente ao ato de corrupção.

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