Polícia acusa formalmente homem de 25 anos pela morte de deputado

As autoridades britânicas detalharam que o britânico Ali Harbi Ali, 25 anos, de ascendência somali, foi acusado com base na Lei de Terrorismo pela morte do parlamenttar David Amess.

As autoridades do Reino Unido disseram esta quinta-feira que o homem suspeito de matar o parlamentar conservador David Amess, esfaqueado na semana passada quando se encontrava com eleitores numa igreja, foi acusado formalmente pelo crime.

As autoridades britânica detalharam que o britânico de 25 anos - de ascendência somali - Ali Harbi Ali foi acusado com base na Lei de Terrorismo pela morte de David Amess.

"Apresentaremos ao tribunal provas de que este assassínio tem uma conexão terrorista, ou seja, que teve motivações religiosas e ideológicas", disse Nick Price, do Crown Prosecution Service, citado pela agência de notícias Associated Press (AP).

"[O suspeito] também foi acusado de preparar atos terroristas", acrescentou Price.

A morte de Amess, deputado no Parlamento britânico por quase 40 anos e nomeado cavaleiro pela rainha Isabel II em 2015, chocou o Reino Unido, especialmente os seus políticos, que se orgulham de serem acessíveis aos seus eleitores.

Ali Harbi Ali deve ser apresentado a um juiz em Londres ainda esta quinta-feira, disse a Polícia Metropolitana num comunicado, citado pela agência de notícias AFP.

As medidas de segurança aos deputados estão a ser revistas

Segundo a AP, este caso gerou discussões sobre como o país protege os seus líderes e luta contra o extremismo dentro do seu território.

David Amess, pai de cinco filhos, foi morto num ataque de arma branca na sexta-feira enquanto recebia eleitores numa igreja metodista em Leigh-on-Sea.

As medidas de segurança aos deputados estão a ser revistas, pois o caso de Amess ocorreu cinco anos após o homicídio Jo Cox, deputada do Partido Trabalhista assassinada por um militante de extrema-direita em 2016.

Dois outros deputados, o Liberal Democrata Nigel Jones, em 2000, e o trabalhista Stephen Timms, em 2010, foram vítimas de ataques com facas, tendo ambos sobrevivido, embora um assessor de Jones tenha morrido ao tentar protegê-lo.

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