"Podemos disparar". Rússia alerta Londres contra novas "provocações" na Crimeia

A Frota do Mar Negro da Marinha russa disparou na quarta-feira tiros de alerta contra o navio de guerra britânico "HMS Defender" a sul do cabo Fiolent, na costa da Crimeia, depois da tripulação não ter reagido aos apelos dos russos para que se afastassem.

A Rússia alertou esta quinta-feira Londres contra novas "provocações", como a que considerou ter ocorrido na quarta-feira com a aproximação de um contratorpedeiro britânico à anexada península da Crimeia, e anunciou que não demorará muito a responder.

"Apelamos ao bom-senso e ao respeito pela lei internacional, mas se isto não ajuda podemos disparar", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Riabkov à agência Interfax.

A Frota do Mar Negro da Marinha russa disparou na quarta-feira tiros de alerta contra o navio de guerra britânico "HMS Defender" a sul do cabo Fiolent, na costa da Crimeia, depois da tripulação não ter reagido aos apelos dos russos para que se afastassem.

Londres minimizou o incidente, indicando que o navio navegava numa "passagem inocente através de águas territoriais ucranianas, de acordo com a lei internacional" e que não ouviu qualquer salva de advertência do lado russo.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo informou que o contratorpedeiro, que a Frota do Mar Negro seguia desde 14 de junho, "foi avisado com antecedência sobre o possível uso de armas em caso de violar a fronteira estatal da Rússia".

Enquanto Moscovo considera russa a faixa de mar que rodeia a península ucraniana da Crimeia, cuja anexação em 2014 não foi reconhecida a nível internacional, o Reino Unido considera-a ucraniana.

Riabkov classificou o incidente de "muito grave" e insistiu que a integridade territorial da Rússia é inviolável, adiantando que o país defenderá as suas fronteiras por todos os métodos possíveis "diplomáticos, políticos ou, em caso de necessidade, também militares".

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