Partido de Netanyahu lidera eleições em Israel mas maioria no parlamento ainda é incerta

Projeções dão 31 ou 32 dos 120 assentos no parlamento de Israel ao Likud, que poderá governar com o apoio de outros partidos

O partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está a caminho de ganhar o maior número de assentos no parlamento nas eleições desta terça-feira de Israel, a quarta em menos de dois anos. No entanto, ainda não é certo se vai haver maioria.

As projeções, baseadas em sondagens, sugerem que o único caminho de Netanyahu para uma coligação de direita viável requer um acordo com seu ex-protegido Naftali Bennett, que não descartou entrar num bloco oposto ao primeiro-ministro.

No poder há 12 anos consecutivos, Netanyahu é o primeiro-ministro de Israel com mais tempo no cargo e o primeiro a ser indiciado enquanto governava depois de ter sido formalmente acusado de corrupção no ano passado.

O chefe do executivo cessante, 71 anos, baseou a campanha eleitoral sobretudo na operação de vacinação contra a covid-19, considerada a maior a nível mundial, mas a oposição não deixou esquecer o julgamento de Netanyahu por corrupção em três casos diferentes, iniciado há alguns meses e que tem alimentado manifestações contra ele todos os sábados há 39 semanas.

Embora tenha descrito os resultados projetados para esta terça-feira como uma "grande vitória para a direita", nomeadamente para o seu partido Likud, Netanyahu ainda pode ficar aquém da maioria absoluta.

O Likud está projetado para ganhar 31 ou 32 dos 120 assentos no parlamento de Israel. Contando com os seus aliados de direita, as sondagens apontam para que o seu governo seja apoiado por mais de 50 deputados.

Se essas projeções refletirem o resultado final, uma maioria de 61 assentos poderá ser possível para Netanyahu se este concordar com os termos de Bennett, um nacionalista religioso multimilionário.

Mas o principal adversário, Yair Lapid, do partido centrista Yesh Atid, afirmou que o bloco anti-Netanyahu tinha caminho aberto para a maioria no parlamento. "Neste momento, Netanyahu não tem 61 assentos", disse Lapid.

"Comecei a conduzir conversas com partes do bloco de mudança esta noite. Faremos de tudo para formar um governo são em Israel", afirmou.

Netanyahu aposta na aliança com os partidos religiosos (ultraortodoxos) e, facto novo, com a extrema-direita, enquanto Lapid conta com um acordo com partidos de esquerda e do centro, mas também os de direita dececionados com o primeiro-ministro.

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