Papa apela a diálogo e solidariedade em Cuba e não esquece vítimas das cheias

Francisco retomou a sua habitual aparição dominical na janela do Vaticano para saudar os fiéis, duas semanas após uma cirurgia ao cólon, em 4 de julho.

O Papa Francisco expressou este domingo a sua preocupação pelos "momentos difíceis" que Cuba está a viver devido aos protestos e instou ao "diálogo e solidariedade" no país, após rezar o Angelus dominical da janela do Palácio Apostólico.

"Estou próximo do querido povo cubano nestes tempos difíceis, em particular das famílias, que são as que mais sofrem. Rezo ao Senhor para ajudar a construir em paz, diálogo e solidariedade uma sociedade cada vez mais justa e fraterna", disse o pontífice.

Milhares de cubanos saíram às ruas no último domingo para protestar contra o governo comunista, num dia sem precedentes que resultou em centenas de detenções e vários confrontos.

Os protestos, os maiores desde o "Maleconazo" de agosto de 1994, ocorreram com o país caribenho mergulhado numa grave crise financeira e de saúde, com a pandemia da covid-19 fora de controlo e com uma séria escassez de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos, além dos cortes de energia e Internet móvel.

O Papa expressou ainda a sua solidariedade para com as populações dos países da Europa Central atingidos nos últimos dias por chuvas torrenciais e consequentes inundações e enxurradas, que já fizeram pelo menos 183 mortos.

"Expresso a minha solidariedade para com as populações da Alemanha, Bélgica e Países Baixos atingidas por catástrofes e inundações", declarou o pontífice.

O último balanço oficial de vítimas das chuvas intensas e das inundações que fustigaram parte da Europa Central dava conta de pelo menos 183 mortes na Alemanha (156) e na Bélgica (27).

Várias dezenas de pessoas continuam incontactáveis e dadas como desaparecidas.

As condições meteorológicas adversas provocaram igualmente graves danos materiais.

Regressada de uma viagem a Washington, Estados Unidos, a chanceler alemã, Angela Merkel, visita hoje a região da Renânia-Palatinado (oeste), uma das mais afetadas pelas inundações.

Merkel irá encontrar-se com a população da aldeia de Schuld, local descrito como "mártir", uma vez que quase tudo na localidade foi destruído pela força das águas.

Além da Bélgica e da Alemanha, as fortes chuvas e as consequentes cheias causaram graves danos materiais nos Países Baixos, no Luxemburgo e na Suíça.

As palavras de Francisco foram proferidas perante centenas de fiéis e peregrinos que se deslocaram à Praça de São Pedro para a oração do Angelus, alguns com bandeiras cubanas, que aplaudiram enquanto escutavam o Papa.

Francisco retomou a sua habitual aparição dominical na janela do Vaticano para saudar os fiéis, duas semanas após uma cirurgia ao cólon, em 04 de julho.

Há uma semana, o Papa deu a bênção a partir de uma varanda do hospital.

Após 10 dias no maior hospital católico de Roma, Francisco regressou à sua casa, na Cidade do Vaticano, em 14 de julho.

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