OMS Europa quer melhor proteção das crianças, atualmente as mais afetadas

O diretor da OMS/Europa​​ manifestou-se "cauteloso" e "preocupado" com a variante Ómicron. "A vacinação de crianças deve ser discutida e considerada a nível nacional, a fim de proteger as escolas", defendeu.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) Europa apelou esta terça-feira, perante a evolução da pandemia de covid-19, a uma melhor proteção das crianças dos 5 aos 14 anos, atualmente a faixa etária mais afetada.

Numa conferência de imprensa 'online', o diretor da OMS/Europa, Hans Kluge, considerou a vacinação obrigatória, decidida ou considerada por alguns países, como um remédio de "último recurso absoluto".

"A obrigatoriedade em relação à vacina é um último recurso absoluto e aplicável apenas quando todas as opções viáveis para melhorar as taxas de vacinação tiverem sido esgotadas", disse o diretor da OMS para a Europa.

"Não é incomum ver incidências duas a três vezes maiores em crianças pequenas do que na população total"

Hans Kluge fez um apelo para "estabilizar" a crise pandémica, defendendo a necessidade de promover a vacinação e aplicar medidas como o uso de máscaras, a ventilação de espaços fechados e a testagem.

"O uso de máscaras e ventilação, assim como testes regulares, devem ser a norma em todas as escolas primárias e a vacinação de crianças deve ser discutida e considerada a nível nacional, a fim de proteger as escolas", disse Hans Kluge.

De acordo com a OMS, os casos estão a aumentar atualmente em todas as faixas etárias, "com as taxas mais altas atualmente observadas entre as crianças de 5 a 14 anos".

"Não é incomum hoje ver incidências duas a três vezes maiores em crianças pequenas do que na população total", acrescentou Kluge.

A organização voltou a mostrar a sua preocupação com a nova variante Ómicron, mas defende que se continue a combater a variante atualmente dominante, a Delta, para "uma vitória amanhã contra a Ómicron".

"O Ómicron está à vista e em ascensão e temos razões para estarmos preocupados e cautelosos. Mas o problema agora é a Delta e se tivermos sucesso contra a Delta hoje, será uma vitória contra a Ómicron amanhã", antes que os casos aumentem massivamente, sublinhou Kluge.

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