OMS diz que nível de vacinação na Europa está longe do suficiente para evitar nova vaga

30% da população do continente europeu já recebeu pelo menos uma dose de uma vacina contra a covid-19 e 17% está completamente vacinada

O atual nível de vacinação na Europa não é suficiente para evitar uma nova vaga da pandemia, avisou esta quinta-feira a unidade europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS), que pediu aos países que evitem "o erro" que provocou o aumento de casos no verão de 2020.

De acordo com a unidade Europa da OMS, que inclui 53 países e territórios, 30% da população do continente já recebeu pelo menos uma dose de uma vacina contra a covid-19 e 17% está completamente vacinada.

"Apesar de termos chegado longe, ainda não estamos longe o suficiente", disse o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, numa conferência de imprensa.

"A vacinação está longe de ser suficiente para proteger a região de um novo surto. A distância até alcançar pelo menos 80% de cobertura na população adulta ainda é considerável", completou.

Kluge afirmou que o continente europeu viveu uma queda geral de novos casos, hospitalizações e morte nos últimos dois meses.

Pela primeira vez desde o outono de 2020, na semana passada a região não superou 10 000 mortes por covid-19 em sete dias, segundo a OMS Europa.

Ainda assim, Kluge fez um apelo para que os países evitem o "erro" do verão passado, quando suspenderam as medidas de restrição de forma prematura. "Durante o verão passado, os casos aumentaram gradualmente nos grupos jovens, que passaram aos grupos mais velhos, contribuindo para o surgimento de uma vaga devastadora, confinamentos e perdas de vidas no outono e inverno de 2020", afirmou.

O dirigente pediu aos países que aprendam "as lições do ano passado", com uma ação rápida perante o crescimento de casos, reforçando a testagem e o rastreamento de contactos, e "acelerando a vacinação entre as populações mais vulneráveis".

Além disso, a OMS recordou a sua preocupação com a circulação de novas variantes, como a Delta inicialmente detetada na Índia, que se suspeita ser mais contagiosa e mais resistente, inclusivamente após a primeira dose da vacina.

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