Exclusivo Netanyahu nega "incitar à violência" contra oposição após alerta da secreta

Coligação de governo será apresentada hoje com o primeiro-ministro a prometer derrubá-la "rapidamente".

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, negou ontem "incitar à violência" contra a oposição, depois de o diretor do Shin Bet (os serviços de informação internos) ter alertado para o aumento dos discursos que podem ser "percebidos por alguns indivíduos ou grupos como uma espécie de licença para cometer atos de violência". A coligação do "governo de mudança", formada por oito partidos opositores, será apresentada hoje no Parlamento israelita. Se passar no voto de confiança (que poderá ser só dentro de uma semana) ditará a saída de Netanyahu do poder.

"Há uma linha muito frágil entre a crítica política e incitar à violência", disse o primeiro-ministro diante de membros do Likud. "E não se pode dizer que, quando a crítica vem da direita, se trata de incitar à violência e que, quando vem da esquerda é no uso justificado da liberdade de expressão", acrescentou. "Eu condeno qualquer incitamento à violência", explicou, apelidando as críticas de "ilegítimas".

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