Exclusivo Netanyahu aposta no sucesso da vacinação contra a covid para vencer. Mas terá maioria?

Sondagens apontam para a vitória do Likud nas eleições, mas a dúvida é se os partidos da coligação conseguem chegar aos 61 deputados. Mesmo se isso não acontecer, a divisão na oposição pode travar qualquer alternativa.

O sucesso da campanha de vacinação contra a covid-19 em Israel é o grande trunfo eleitoral do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Quase 60% dos adultos israelitas já receberam pelo menos uma dose da vacina e os vacinados têm luz verde para ir aos restaurantes, ginásios, estádios ou concertos. Mas nas quartas eleições no espaço de dois anos e com as primeiras testemunhas prestes a serem chamadas no seu julgamento por corrupção, Netanyahu precisa mais do que vencer - precisa de uma maioria. E isso não está garantido.

As sondagens indicam que 51% dos israelitas não querem Netanyahu, à frente do governo desde 2009 (e antes disso entre 1996 e 1999), como primeiro-ministro. Mas nenhum dos adversários é tão popular quanto ele. Benny Gantz, líder da Azul e Branca (aliança de centro, entretanto desfeita), parece agora uma carta fora do baralho depois de dois anos de luta. O atual ministro da Defesa, que com base no acordo que assinou com Netanyahu depois das eleições de março de 2020 deveria assumir a chefia de governo em novembro, pode nem chegar ao mínimo de 3,25% dos votos que lhe garantem a entrada no Knesset com quatro deputados.

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