Nápoles protesta contra restrições de lingerie na mão

Lojistas em crise saíram à rua exigindo igual tratamento dado às lojas de roupa interior, que permanecem abertas.

Dezenas de lojistas saíram às ruas de Nápoles com cartazes e roupa interior nas mãos em protesto pelas restrições que permanecem em vigor na Campânia, a região no sul de Itália que, devido ao número de infeções por covid-19, se mantém na chamada zona vermelha.

A lingerie tornou-se um símbolo dos protestos dos retalhistas porque a roupa interior é considerada um artigo essencial e as lojas que as vendem podem permanecer abertas durante o confinamento, ao contrário do restante comércio, classificado de não essencial.

No bairro de Chiaia, os lojistas formaram uma cadeia humana com roupa interior feminina nas mãos e cartazes com mensagens como: "Já não podemos pagar a renda e as contas" ou "O Estado esqueceu-se de nós".

Alguns começaram a vender roupa interior feminina "porque têm famílias para alimentar, rendas para pagar e pessoal para apoiar", disse Carla della Corte, líder da secção regional dos retalhistas do Confcommercio, ao Corriere della Sera. "[Vender] roupa interior é uma forma de sobreviver", acrescentou.

De acordo com o jornal local Il Mattino, cerca de 150 lojistas participaram no protesto deste sábado. No início da semana, outros retalhistas reuniram-se numa praça com grandes cruzes de madeira, simbolizando o seu sofrimento.

Além da Campânia, há restrições máximas em Puglia, Vale de Aosta, e a Sardenha, que há um mês estava no extremo oposto, além das províncias toscanas de Florença e Prato. São 11,5 milhões de italianos afetados.

A Itália, o primeiro país da Europa a enfrentar toda a força da pandemia e o primeiro a entrar em confinamento nacional no ano passado, foi especialmente atingida pela crise.

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