Mísseis da Coreia do Norte. EUA condenam e Japão está vigilante

O regime de Pyongyang lançou três mísseis em setembro. O primeiro envolveu um míssil de cruzeiro de longo alcance, o segundo um míssil balístico de curto alcance e o mais recente um projétil de curto alcance disparado da província interior de Chagang.

O Departamento de Estado norte-americano condenou esta terça-feira o mais recente lançamento de mísseis da Coreia do Norte, apelando a Pyongyang para que encetasse diálogo.

"Os Estados Unidos condenam o lançamento do míssil", disse o Departamento de Estado numa declaração.

Já o Japão está a intensificar a vigilância sobre a Coreia do Norte, disse o primeiro-ministro nipónico, horas após o lançamento de um míssil de curto para o mar do Japão.

Os militares sul-coreanos confirmaram o lançamento às 06:40 (21:40 de segunda-feira em Lisboa) de um míssil de curto alcance disparado da província interior de Chagang.

De acordo com Tóquio, poderia ter sido um míssil balístico, o que violaria as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) impostas ao regime de Pyongyang, proibido de realizar tais testes e que tem sido repetidamente sancionado pelos seus programas de mísseis e nucleares.

O lançamento ocorre pouco depois de o regime testar dois mísseis balísticos de curto alcance a 15 de setembro e um míssil de cruzeiro dias antes, numa recente série de testes.

"Estamos a intensificar a nossa vigilância e a analisar a situação", disse o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga.

"O lançamento é uma violação de múltiplas resoluções do Conselho de Segurança da ONU e representa uma ameaça para os vizinhos da Coreia do Norte e para a comunidade internacional", afirmou, apelando a Pyongyang a "dialogar".

"Ninguém pode negar o nosso direito à autodefesa", diz embaixador norte-coreano nas Nações Unidas

O embaixador norte-coreano nas Nações Unidas, Kim Song, disse que o país tem o "direito legítimo" para testar armas e "fortalecer capacidades de defesa".

"Ninguém pode negar o nosso direito à autodefesa", insistiu o diplomata, pedindo aos Estados Unidos que cessem a "política hostil" contra a Coreia do Norte.

Este é o terceiro míssil lançado pelo regime de Pyongyang em setembro. O primeiro envolveu um míssil de cruzeiro de longo alcance e o segundo um míssil balístico de curto alcance.

O lançamento do "projétil não identificado" ocorre poucos depois de Kim Yo-jong, a influente irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-un, sugerir a possibilidade de uma cimeira entre as duas Coreias, exigindo à Coreia do Sul que abandone a sua "política hostil".

Os comentários serviram como resposta aos recentes apelos do Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, para declarar o fim oficial do conflito intercoreano de 1950-53, que terminou em tréguas, mas não com um tratado de paz, deixando ambos os lados tecnicamente em guerra durante mais de 70 anos.

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