Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão testa positivo à covid-19 em momento-chave para negociações nucleares

O governante, nomeado ministro em agosto pelo presidente ultraconservador Ebrahim Raisi, era confidente próximo do estrategista militar general Qassem Soleimani, assassinado pelos Estados Unidos no ano passado

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão testou positivo à covid-19, informou a imprensa local, num momento-chave dos esforços diplomáticos para reativar um acordo nuclear com as grandes potências.

Hossein Amir-Abdollahian "testou hoje positivo para o coronavírus", informou a agência de notícias Tasnim na noite de segunda-feira.

O governante, nomeado ministro em agosto pelo presidente ultraconservador Ebrahim Raisi, era confidente próximo do estrategista militar general Qassem Soleimani, assassinado num ataque de drones nos Estados Unidos no ano passado.

"A sua saúde geral é satisfatória e ele continua com as suas tarefas diárias em quarentena", disse o porta-voz do ministério, Saeed Khatibzadeh, à agência de notícias oficial IRNA.

Khatibzadeh disse esta segunda-feira que as negociações com as demais partes do acordo nuclear de 2015 seriam retomadas "nas próximas duas ou três semanas", embora tenha acrescentado que os ministros não vão participar.

O governo do presidente Joe Biden tem advertido repetidamente que o tempo está a esgotar-se para reverter a retirada dos EUA do acordo ordenado pelo seu antecessor Donald Trump. Refira-se que o governo de Washington não participa diretamente nas negociações, apenas através de intermediários da União Europeia.

A retirada do acordo por parte de Trump e o regresso da imposição de sanções económicas levaram o Irão a suspender muitos dos compromissos que assumiu em troca do levantamento das sanções.

Os governos ocidentais emitiram uma declaração conjunta no sábado em que expressavam a "séria" preocupação com a produção iraniana de urânio altamente enriquecido e urânio metálico enriquecido, referindo que esses materiais não atendiam a "nenhuma necessidade civil credível".

O Irão respondeu que a produção era "para suprimento médico e uso como combustível no reator de investigação de Teerão" e reiterou a sua prontidão para retomar as negociações, que estão a decorrer desde a chegada de Ebrahim Raisi ao poder, em junho.

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