Médio Oriente: Número de mortos em Gaza aumenta para 153

Forças israelitas efetuaram 50 bombardeamentos em menos de 15 minutos, tendo atingido a residência da família do líder do movimento islâmico Hamas Yahya Sinwar.

A continuação dos bombardeamentos em Gaza durante a manhã deste domingo evou para pelo menos 153 o número de palestinianos mortos na atual escalada de violência com Israel que começou segunda-feira, indicou o Ministério da Saúde do território.

Segundo avança a agência Efe, as forças israelitas efetuaram 50 bombardeamentos em menos de 15 minutos, tendo atingido a residência da família do líder do movimento islâmico Hamas Yahya Sinwar, que não se encontrava em casa no momento do ataque.

Testemunhas em Gaza dizem que a onda de ataques da madrugada de hoje foi a maior desde a atual escalada de violência.

As mesmas testemunhas afirmam que cinco edifícios foram atingidos na cidade de Gaza sem aviso prévio, causando a morte de pelo menos cinco civis, incluindo três crianças.

As milícias palestinianas na Faixa de Gaza lançaram cerca de 2.900 'rockets' contra Israel desde que este conflito começou, na passada segunda-feira, de acordo com dados avançados hoje pelo exército israelita e citados pela Efe.

Estes disparos provocaram um total de 10 mortos em Israel.

Segundo um porta-voz militar, daquele total, cerca de 450 'rockets' caíram dentro da Faixa de Gaza, enclave costeiro palestiniano, e cerca de 1.150 foram intercetados pelo sistema antimísseis israelita, conhecido como 'Cúpula de Ferro'.

No sábado, em Gaza, foi destruído por um ataque aéreo israelita um edifício de 13 andares que albergava os escritórios de várias organizações internacionais de comunicação social, bem como apartamentos residenciais.

Entre esses meios de comunicação social encontra-se a agência norte-americana Associated Press, cujo diretor, Gary Pruitt, afirmou numa declaração que uma "terrível perda de vidas foi evitada através da retirada dos seus trabalhadores a tempo".

O colapso da torre Al Jalaa, que também albergava os escritórios da televisão Al Jazeera e outros meios de comunicação social, foi captado em direto por múltiplas redes de televisão internacionais, incluindo as que até agora emitiam a partir daí.

A Casa Branca advertiu Israel de que garantir a segurança dos jornalistas é "primordial".

"Dissemos diretamente aos israelitas que garantir a segurança dos jornalistas e dos meios de comunicação independentes é uma responsabilidade de importância crítica", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

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