Malala, a jovem paquistanesa que ganhou o Nobel após sobreviver aos talibãs, deu o nó em Inglaterra

Ativista participou com o namorado, Asser Malik, numa cerimónia nikkah, uma cerimónia islâmica que não é um contrato de casamento legalmente vinculativo

A mais jovem pessoa a receber um prémio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, já é uma mulher casada, após ter dado o nó com Asser Malik numa cerimónia islâmica em Birmingham, no Reino Unido.

A ativista dos direitos das mulheres do Paquistão, de 24 anos, disse que o dia do casamento foi "um dia precioso" na sua vida. "O Asser e eu casámos para sermos parceiros para o resto da vida", escreveu no Twitter após participar numa cerimónia nikkah, que não é um contrato legalmente vinculativo mas que é o primeiro passo para um casamento islâmico - Malala não indicou se o casal teve uma cerimónia civil separadamente.

Malala, que em 2012 foi baleada na cabeça pelos talibãs por defender o direito das meninas à educação, quando tinha apenas 15 anos, refugiou-se no Reino Unido após recuperar dos ferimentos. Já em solo britânico, foi estudar para a Universidade de Oxford e tornou-se numa importante ativista dos direitos humanos.

Aos 17 anos, Malala tornou-se a pessoa mais jovem a ganhar o prémio Nobel da Paz.

Nos últimos anos, a jovem paquistanesa tem pedido melhor apoio aos refugiados afegãos, assinou um contrato com a Apple TV + para produzir documentários e apareceu na capa da Vogue britânica.

À revista Vogue, Malala tinha dito que não entendia "por que as pessoas precisam de se casar". "Se você quer ter uma pessoa na sua vida, por que tem que assinar os papéis do casamento, por que não pode ser apenas uma parceira?", prosseguiu.

"A minha mãe diz-me coisas como... 'Não se atreva a dizer nada disso' Você tem que se casar, o casamento é lindo'", acrescentou.

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