Exclusivo Macron: um olho na covid, outro na reeleição em 2022

Dia da Bastilha volta a ser assinalado com desfile militar em Paris, numa altura em que o discurso do presidente já é de campanha.

Antes do último Dia da Bastilha do seu primeiro mandato, o presidente francês, Emmanuel Macron, lançou as bases daquele que poderá ser o seu segundo mandato. Apesar de ainda não ser oficialmente candidato às presidenciais de 2022, foi um Macron em pré-campanha que falou na segunda-feira à noite aos franceses. Apontou os sucessos ao nível do crescimento e do emprego, apesar da pandemia, e estabeleceu as bases para os próximos meses, deixando claro que a reforma das pensões é para avançar, "desde que as condições sanitárias estejam reunidas". A menos de nove meses das eleições, a variante Delta da covid-19 pode estragar-lhe os planos.

Ao contrário dos outros sete discursos que fez durante a pandemia, todos a partir do palácio presidencial, desta vez o pano de fundo foi a torre Eiffel. "Na rentrée temos um encontro com o nosso futuro. Para construir uma França independente, que não vive na nostalgia, mas sabe tomar as decisões necessárias ao seu destino. Uma França conquistadora, que acredita na força da sua juventude e não tem medo do futuro, mas inventa-o. Uma França unida que sabe ser solidária, cívica, responsável tanto nas adversidades, como nas conquistas", disse o presidente, naquela que podia ser uma citação de um discurso de campanha.

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