Exclusivo Líder que atirou gás aos deputados favorito nas eleições do Kosovo

O território deverá escolher um nacionalista que não quer concessões com a Sérvia nem com uma geração mais velha de políticos, conotada com a corrupção e o crime organizado.

Em Pristina decorrem julgamentos de sérvios por crimes de guerra e em Haia, nos Países Baixos, de kosovares por crimes de guerra contra sérvios. A pandemia paralisou uma economia já de si a braços com a corrupção e o crime organizado, refletindo-se no desemprego, que afeta um em cada quatro pessoas em idade ativa. A política também não passou incólume: o executivo que sair das eleições parlamentares deste domingo será o terceiro desde que o novo coronavírus surgiu. É neste cenário que um dos países mais jovens na cena internacional e na média etária (um pouco mais de 40% da população de 1,9 milhões tem até 24 anos) se encaminha para dar a maioria dos votos ao partido nacionalista de esquerda Vetevendosje! (VV, "Autodeterminação") de Albin Kurti.

A campanha eleitoral resumiu-se a dez dias. Porém, os seus efeitos neste país não reconhecido pela ONU mas desde o princípio do mês por Israel, poderão vir a repercutir-se para lá das escolhas políticas. Os partidos e os seus fiéis ignoraram as restrições impostas pela pandemia, com comícios dentro e fora de portas sem distanciamento social nem máscaras obrigatórias. Foi devido à pandemia que a experiência de Albin Kurti enquanto primeiro-ministro só durou quatro meses. Demitiu o ministro do Interior Agim Veliu, do parceiro de coligação Liga Democrática do Kosovo (LDK, centro-direita), porque este defendia a declaração do estado de emergência, o que implicava o reforço de poderes do então presidente Hashim Thaci.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG