Líder dos social-democratas da Grécia morreu de cancro. Foi a primeira mulher a liderar o PASOK

Fofi Yenimata tinha 56 anos e foi a primeira mulher a dirigir o Movimento Socialista Pan-Helénico (PASOK).

Fofi Yenimata, presidente dos social-democratas gregos e a primeira mulher a dirigir o Movimento Socialista Pan-Helénico (PASOK), morreu esta segunda-feira aos 56 anos, vítima de cancro.

"Fofi Yenimata morreu às 12.04 horas. Nas últimas horas o estado de saúde tinha-se deteriorado", indica um comunicado do Hospital Evanguelismos, de Atenas onde a dirigente se encontrava internada desde o passado dia 12 de outubro devido a um grave problema intestinal.

Durante o internamento, os médicos detetaram que o tumor inicial, de que sofreu em 2008, tinha reaparecido quando lhe foi diagnosticado um cancro de mama.

A dirigente social-democrata manteve os cidadãos gregos informados sobre os problemas de saúde ao longo dos últimos anos.

Este mês, após ter sido internada, Yenimata anunciou que não tencionava apresentar-se à reeleição da presidência do Movimento pela Mudança (KINAL), o partido que surgiu do histórico PASOK em coligação com várias formações políticas gregas.

Às próximas eleições de 5 de dezembro vão concorrer seis candidatos, entre os quais o ex-primeiro ministro e antigo líder do PASOK, Yorgos Papandreu, filho do fundador do Partido Socialista grego.

O pai de Fofi Yenimata foi igualmente um dos fundadores do PASOK, partido que dominou a vida política grega durante mais de quarenta anos.

Yenimata foi eleita líder dos social-democratas em 2015, após o descalabro eleitoral do PASOK que não ultrapassou 5% dos votos e com o partido mergulhado numa crise de popularidade, que tinha começado em 2010 quando Papandreu assinou o primeiro resgate financeiro.

Mesmo assim, o objetivo de Yenimata que pretendia aumentar a popularidade do partido não se cumpriu, devido ao aumento da votação dos gregos no partido de esquerda Syriza.

O novo PASOK, reconvertido em KINAL não conseguiu mais do que 8,1% dos votos.

Yenimata foi uma das principais detratoras da aliança com o Syriza recusando as propostas de Alexis Tsipras, ex-primeiro-ministro de esquerda.

Fofi Yenimata estudou Ciência Políticas na Universidade de Atenas e iniciou a carreira política no ano 2000 quando foi eleita deputada por Atenas pelo PASOK.

Nos governos de Papandreu, ocupou os cargos de vice-ministra da Saúde e de ministra adjunta para a Educação tendo sido ministra adjunta do Interior no Governo de Papademos e de ministra adjunta da Defesa no Executivo de Antonis Samaras (junho de 2013 e janeiro de 2015).

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