Johnson & Johnson pede aprovação de vacina nos EUA

Pode tornar-se na terceira vacina em utilização nos EUA e a primeira de dose única, no país com mais casos registados de covid-19, quase 26,6 milhões. Em breve, a Johnson & Johnson irá pedir também aos reguladores europeus autorização para a sua vacina.

A Johnson & Johnson pediu quinta-feira às autoridades sanitárias dos Estados Unidos autorização da sua vacina contra a covid-19, e prepara-se para apresentar igual pedido aos reguladores europeus.

A vacina, que revelou nos ensaios clínicos níveis de eficácia inferiores aos das desenvolvidas pela Pfizer e Moderna, será avaliada pela Administração para a Alimentação e Medicamentos (FDA, na sigla inglesa) e por avaliadores independentes ao serviço das autoridades, podendo tornar-se na terceira vacina em utilização nos Estados Unidos e a primeira de dose única, no país com mais casos registados de covid-19, quase 26,6 milhões.

De acordo com a empresa, em breve será apresentado um pedido semelhante junto dos reguladores europeus.

Até junho poderá fornecer 100 milhões de doses nos EUA

A Johnson & Johnson adianta que, assim que for concedida aprovação, terá doses de vacinas prontas para expedição, e que até junho poderá fornecer 100 milhões de doses nos Estados Unidos.

Peter Marks, responsável da FDA para a vacinação, afirmou recentemente que, na situação em que se encontra, "com tanto para fazer para controlar a pandemia", é impossível "desperdiçar munições".

A vacina da Johnson & Johnson revelou uma eficácia de 66% na prevenção de casos de covid-19 moderados e severos, num estudo com 44 mil indivíduos nos Estados Unidos, América Latina e África do Sul.

Em relação aos sintomas mais graves, foi mais eficaz (85%) e, 28 dias depois da vacina, não se registou qualquer caso de hospitalização ou morte.

As vacinas Pfizer e Moderna revelaram, em ensaios clínicos em grande escala nos Estados Unidos, uma eficácia de 95% na proteção para a covid-19 - ainda que os dados sejam anteriores à última vaga e, em particular, ao aparecimento de novas estirpes do coronavírus.

Na quarta-feira, o governo britânico defendeu que um estudo da Universidade de Oxford sobre a vacina AstraZeneca para a covid-19 valida a decisão de retardar a segunda dose, estratégia rejeitada por países como os Estados Unidos.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que mais de 10 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose de uma das várias vacinas contra a covid-19, no Reino Unido, e que quase meio milhão de pessoas já receberam ambas as injeções.

Nos Estados Unidos, o principal perito em doenças infecciosas, Anthony Fauci, também se mostrou contra o adiamento da segunda dose da vacina.

Os Estados Unidos, adiantou, irão "seguir a ciência" e dados dos ensaios clínicos.

As duas doses das vacinas usadas nos Estados Unidos, as da Pifzer e Moderna, devem, respetivamente, ser dadas com intervalos de três e quatro semanas.

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