Israel deteta possível ligação entre a vacina da Pfizer e casos de inflamação cardíaca

Estão em causa dezenas de casos de inflamação cardíaca em homens jovens após a segunda dose da vacina da Pfizer/BioNTech..

As autoridades sanitárias israelitas encontraram uma ligação provável entre a vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 e casos de inflamação cardíaca, adiantou o Ministério da Saúde, citado na quarta-feira pela Bloomberg.

Segundo veicula a agência de notícias, em causa estão dezenas de casos de inflamação cardíaca em homens jovens após a segunda dose da vacina.

O medicamento já foi administrado a mais de cinco milhões de pessoas no país e o número de casos de infeção pelo novo coronavírus desceu a pique.

O Ministério da Saúde disse na quarta-feira que, apesar da possível ligação, vai expandir a vacinação a jovens dos 12 aos 16 anos. A agência reguladora do medicamento dos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), autorizou a utilização da vacina para essa faixa etária.

Identificados 275 casos de miocardite. Pfizer diz que ainda não existe indicação que sejam resultado da vacina

De acordo com um estudo realizado por entidades oficiais de saúde, foram identificados 275 casos de miocardite entre dezembro de 2020, quando a campanha de vacinação começou, e maio de 2021, incluindo 148 casos no prazo de um mês após a vacinação.

Destes, 27 casos ocorreram após a primeira dose e 121 após a segunda dose. Em ambas as situações, cerca de metade dos casos ocorreram em pessoas com patologias prévias.

De momento ainda não existe a indicação de que os casos sejam resultado da vacina, disse a Pfizer, num comunicado.

A miocardite é frequentemente causada por infeções virais, e as infeções por covid-19 têm sido relatadas como causadoras da doença, argumentou o fabricante americano de medicamentos.

"Os riscos de contrair o novo coronavírus são mais elevados do que os riscos de tomar a vacina"

A BioNTech afirmou que foram administradas globalmente mais de 300 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus e que o "perfil de risco do benefício" da vacina continua a ser positivo.

"Uma avaliação cuidadosa dos relatórios está em curso e ainda não foi concluída", disse a empresa. "Os efeitos adversos, incluindo a miocardite e a pericardite, estão a ser exaustivamente analisados pelas empresas, bem como pelas autoridades reguladoras", acrescentou o fabricante.

A maioria dos casos ocorreu em homens jovens, sobretudo entre os 16 e 19 anos, que maioritariamente foram hospitalizados durante quatro dias ou menos. Segundo o Ministério da Saúde, 95% dos episódios foram considerados ligeiros.

"Os riscos de contrair o novo coronavírus são mais elevados do que os riscos de tomar a vacina", acentuou o Ministério da Saúde. O número de pessoas que contraíram miocardite é pequeno e, na maioria dos casos, os pacientes recuperaram sem complicações, afirmou a tutela

Israel informou em finais de abril estar a analisar os casos para ver se existe uma ligação com a vacina.

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