Iraque reivindica captura do líder financeiro do Estado Islâmico

Sami Jasim al-Jaburi, alegado responsável financeiro do autoproclamado Estado Islâmico, foi detido pelas forças de inteligência iraquianas numa operação complexa externa. Fontes oficiais não revelam o local de captura.

Foi através do Twitter que Mustafa al- Kadhimi, primeiro-ministro do Iraque, anunciou a captura de al-Jaburi numa operação dos serviços de inteligência iraquianos. Apesar de não existir informação oficial relativamente ao local da detenção, um militar iraquiano revelou à AFP que a operação foi realizada na Turquia.

Os Estados Unidos da América ofereciam 5 milhões de dólares por informações que levassem a esta detenção. O site "Rewards for Justice" do FBI, acusava al-Jaburi de ser "vital na gestão financeira das atividades terroristas do Estado Islâmico". Para além disso, era o responsável pela supervisão "das operações geradoras de lucro do grupo", geralmente associadas a "vendas ilícitas de petróleo, gás, antiguidades e minerais".

Para além desta captura anunciada agora pelo primeiro-ministro, os serviços iraquianos de inteligência têm procurado intensificar as detenções de ativos desta organização terrorista. No início deste ano, o governo do Iraque anunciou a morte de Jabir Salman Saleh al- Isawi e Jabbar Ali Fayadh, ambos membros preponderantes da organização.

O Estado Islâmico, que já deteve mais de 88 mil quilómetros quadrados de território, desde o Iraque à Síria, continua a exercer influência nestas áreas, apesar das derrotas militares sofridas nestes dois países, em 2017 e 2018, respetivamente. As áreas rurais são a zona de maior atividade das suas células, onde infraestruturas e forças de segurança sofrem ataques constantes.

Um relatório recente das Nações Unidas alertou a Comunidade Internacional que a área de influência deste grupo está a expandir-se, não só para o Afeganistão e para a zona sul da Ásia, mas também para o continente africano. Contudo, o seu objetivo primordial é voltar a ser uma força dominante de poder, quer no Iraque, quer na Síria.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG