Hora de dormir. Filha de Jacinda Arden interrompe-a num direto

A primeira-ministra da Nova Zelândia estava a falar à nação num direto no Facebook quando a filha de três anos a interrompeu. "Volta para a cama. Já te vou ver", disse a mãe, retomando o discurso. Mas a criança voltou a chamar por ela

A situação não é nova para muitos pais que enfrentam a resistência dos mais pequenos na hora de dormir. O que não é comum é vermos a primeira-ministra de um país a falar à nação e a ser interrompida pela filha que já devia estar na cama. Foi o que aconteceu à chefe do governo neozelandês quando estava a fazer uma transmissão ao vivo.

Jacinda Arden, de 41 anos, estava a falar sobre a situação da covid-19 no país e as medidas restritivas quando se ouviu a voz inesperada da pequena Neve no direto que a primeira-ministra da Nova Zelândia estava a fazer no Facebook. "Mamã", disse a menina, de três anos.

"Devias estar na cama, querida", respondeu a mãe, interrompendo o discurso. "Não, Neve", continua Ardern, sem se deixar abalar pela interrupção inesperada. A negociação continua, mas sem sucesso.

"É hora de dormir, querida. Volta para a cama. Já te vou ver num minuto", termina a primeira-ministra, que volta a dirigir-se aos neozelandeses, entre sorrisos meio envergonhados. "Bem, isto foi uma falha na hora de dormir, não foi? Pensei: este é o momento em que vou fazer um live do Facebook, que será bom e seguro. Alguém mais tem filhos a escapar três, quatro vezes depois da hora de dormir? Felizmente, a minha mãe está aqui para ajudar", justificou-se.

Mas os assuntos de Estado estavam a prender Jacinda Arden durante demasiado tempo e a voz da criança voltou a ouvir-se durante a transmissão ao vivo. "Por que estás a demorar tanto tempo?", questionou a menina.

Nova interrupção que levou Ardern a despir definitivamente o fato de primeira-ministra e a terminar a transmissão ao vivo. "Desculpa, querida, está a demorar muito. Certo. Peço desculpa a todos. Vou apenas levar a Neve de volta à cama. Porque já passou da hora de dormir. Obrigado por se juntar a mim.", despediu-se.

Apesar do inesperado, esta situação não se compara com momento em que os filhos do professor Robert Kelly o interromperam durante uma entrevista à BBC. Kelly falava sobre a situação política na Coreia do Sul quando duas crianças e uma mulher muito atrapalhada invadiram o escritório.

Mas esta não foi a primeira vez que Neve chamou a atenção. Em 2018, Ardern tornou-se na segunda primeira-ministra no mundo - depois de Benazir Bhutto do Paquistão - a dar à luz durante o mandato, tendo, mais tarde, levado Neve para o plenário da Assembleia da ONU em Nova Iorque, cujas imagens percorreram mundo.

O governo da Nova Zelândia tem sido alvo dos protestos contra as restrições impostas no âmbito da pandemia covid-19. Jacinda Ardern, anunciou, no entanto, 29 de novembro como o "dia da liberdade" para Auckland, a maior cidade do país que tem enfrentado há várias semanas fortes medidas restritivas para conter a propagação do vírus.

No total, Nova Zelândia já confirmou cerca de 8 mil casos de covid-19 e 32 mortes desde o início da pandemia, de acordo com a Reuters. Na terça-feira, foram registados 125 novos casos, sendo que quase 80% da população já recebeu as duas doses da vacina.

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