Governadora de Nova Iorque revê em alta número de mortes para mais 12 mil

No primeiro dia em funções, Kathy Hochul acrescentou 12 mil óbitos ao balanço divulgado pelo seu antecessor Andrew Cuomo na segunda-feira, de 43 400 para 55 400

A nova governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, que tomou posse na terça-feira, prometeu mais transparência governamental e, no primeiro dia em funções, reviu em alta o número de mortes por covid-19 naquele Estado, para um total de 55 400.

O número de vítimas mortais apresentado pela equipa de Kathy Hochul acrescenta 12 mil óbitos ao balanço divulgado pelo seu antecessor Andrew Cuomo na segunda-feira, o último dia do seu mandato, que dava conta de 43 400 mortes associadas à doença covid-19 no Estado norte-americano de Nova Iorque.

O novo balanço tem como base os dados das certidões de óbito apresentadas junto do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América (CDC, na sigla em inglês).

"Estamos a divulgar mais dados (...), para que as pessoas saibam que as mortes em lares de idosos e as mortes hospitalares são consistentes com o que está a ser divulgado pelo CDC", afirmou esta quarta-feira Kathy Hochul em declarações ao canal MSNBC.

"Há muitas coisas que não estavam a acontecer e eu vou fazê-las acontecer. A transparência será a marca da minha administração", reforçou Kathy Hochul, que se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo de governadora de Nova Iorque.

Kathy Hochul substituiu no cargo Andrew Cuomo, que se demitiu por estar a ser investigado por acusações de assédio sexual.

A nova governadora irá liderar o Estado de Nova Iorque até às eleições de 2022, embora já tenha manifestado a intenção de concorrer para ganhar o cargo nas urnas.

A agência norte-americana Associated Press (AP) recordou esta quarta-feira que em julho passado noticiou, pela primeira vez, que existia uma grande discrepância entre os números de óbitos divulgados pela administração de Cuomo e os dados da agência federal CDC.

A contagem utilizada pela equipa de Cuomo só incluía as mortes por covid-19 confirmadas em laboratório, através de um sistema estadual que recolhe dados de hospitais, lares e instalações de cuidados para adultos.

O balanço excluía assim pessoas que morriam em casa, hospícios, prisões estaduais ou em residências geridas pelo Estado para pessoas com deficiência. Também excluía pessoas que provavelmente morreram de covid-19, mas que nunca realizaram um teste para confirmar o diagnóstico.

Os críticos de Andrew Cuomo chegaram a acusá-lo de estar a manipular as estatísticas da pandemia de covid-19 para ter ganhos políticos e para reforçar a sua popularidade.

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado a nível global pela pandemia de covid-19, tanto em número de mortos como de casos, com um total de 630.816 mortes entre 38.075.085 casos recenseados, segundo a contagem da universidade norte-americana Johns Hopkins.

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