Furtados 400 parafusos da linha férrea do Caminho-de-Ferro de Luanda

A situação deixa a linha sem condições técnicas e de segurança para a circulação dos comboios entre as cidades de Luanda e Dondo.

O Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) denunciou esta terça-feira o furto de 400 parafusos da linha férrea, na estação do Cassualala, ramal do Dondo, província do Cuanza Norte, o que impede a circulação de comboios.

Um comunicado do CFL, a que a Lusa teve acesso, sublinha que a situação deixa a linha sem condições técnicas e de segurança para a circulação dos comboios entre as cidades de Luanda e Dondo.

"A ação maliciosa ocorreu entre sábado e domingo e neste momento uma equipa técnica do CFL está já no local para restituir o material furtado e repor as condições técnicas para a circulação dos comboios naquele ramal", refere a nota.

Em declarações à Lusa, o porta-voz do CFL, Augusto Osório, disse que foi feita uma participação à polícia local, salientando que o furto destes parafusos poderá estar ligado à prática de venda ilícita de material ferroso às siderurgias, fenómeno que nos últimos anos se tem verificado no país.

Segundo o Caminho-de-Ferro de Luanda, o ato de sabotagem acontece na altura em que a empresa se está a preparar para restabelecer a circulação dos comboios de passageiros entre as duas cidades, situação que se alia ao "recrudescimento do apedrejamento das novas locomotivas do tipo GE-C30" em Luanda.

"O CFL alerta as administrações locais e outras autoridades de direito para a gravidade e o perigo que constitui a continuação destas ações condenáveis, o que poderá levar ao descarrilamento dos comboios e perda de centenas de vidas humanas e do património público e privado", salienta o documento.

A ligação entre Luanda e o Dondo estava suspensa há cerca de um ano devido à pandemia de covid-19.

O Caminho-de-Ferro de Luanda, com uma extensão de 479 quilómetros, liga as províncias de Luanda, Cuanza Norte e Malanje.

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