França tenta travar surto de variante rara detetada em Bordéus

A variante detetada poderá ser teoricamente mais contagiosa, mas não existe indício que ofereça maiores riscos para as populações.

As autoridades francesas estão a implementar diversas medidas sanitárias para travar em Bordéus, no sudoeste do país, um surto de uma variante "rara" de covid-19 que poderá ser teoricamente mais contagiosa, mas sem indício de maior risco.

"Por agora, não há qualquer preocupação com a gravidade clínica", afirmou este sábado o diretor da Agência Regional de Saúde (ARS) da Nova Aquitânia, Benoit Elleboode, ao canal BFMTV, sublinhando que foi lançado um sistema de testes para todas as pessoas que tenham estado em contacto com os infetados.

Simultaneamente, a autoridade de saúde lançou uma campanha de vacinação intensiva na região e pediu a todos os adultos que fossem vacinados.

"Nas próximas três semanas, 15.000 doses adicionais de vacinas vão chegar, com 5.000 doses a começar na próxima semana", acrescentou à France Info.

Há pelo menos 46 pessoas infetadas com a variante "VOC 201/484Q" no distrito de Bacalan, em Bordéus, mas nenhuma delas se encontra numa situação preocupante e não tiveram de ser hospitalizadas.

Estes doentes são essencialmente jovens, uma vez que os mais velhos já foram quase todos vacinados.

As investigações sobre o surto têm rastreado as suas origens até reuniões familiares em 08 de maio, que assinala com um feriado em França o armistício da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

A partir daí, esta mutação do vírus propagou-se pela escola Charles Martin, que foi já encerrada como medida de precaução.

Esta variante já tinha sido encontrada noutras partes do país, mas com casos esporádicos.

A mutação que contém "sugere fortemente" que pode favorecer a transmissão, embora até agora não tenha sido provada, explicou Benoit Elleboode.

O surto da variante na região de Bordéus ocorre em pleno processo de desconfinamento, com a retoma da vida social e económica em curso.

Esta semana, as esplanadas de bares, cafés e restaurantes foram autorizadas a reabrir, após quase sete meses de encerramento administrativo, tal como teatros, cinemas, museus e salas de espetáculos, ainda que com uma limitação na ocupação dos espaços.

O número de casos, assim como o número de pacientes hospitalizados e os que se encontram nas unidades de cuidados intensivos, tem vindo a diminuir há mais de um mês.

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