Exclusivo Forças senegalesas expulsam rebeldes de Casamansa da fronteira com a Guiné

Os militares senegaleses desencadearam, a 26 de janeiro, uma ofensiva contra o estado-maior dos separatistas do MFDC. Guerrilheiros acusam as forças da Guiné-Bissau de acordarem com os senegaleses a entrada destes em território guineense para os "caçar".

A região de Casamansa no sul de Senegal e fronteiriça da Guiné-Bissau foi pela quinta vez palco de tensão entre os rebeldes do Movimento das Forças Democratas de Casamansa (MFDC) e as Forças Armadas da República do Senegal. Sob a batuta do comandante da zona militar número cinco, o coronel Suleimane Candé, os militares senegaleses desencadearam, a 26 de janeiro, uma ofensiva contra o estado-maior dos rebeldes do MFDC na floresta de Sikum no setor de Bitupa Camaracunda. A operação levou os guerrilheiros a acusarem as Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP) da Guiné-Bissau de celebrar um acordo com os senegaleses que permitiu a militares de Dacar entrar no território guineense para "caçar" os guerrilheiros do MFDC. Por seu lado, o comandante Candé fala em "boa colaboração das FARP" na execução da operação de reinstalação da população que fugira das vilas de Billas, Albondi, Nhadju, Samilique e Late Madina.

Os rebeldes lutam nas florestas de Casamansa desde 26 de dezembro de 1982, a data em que numa marcha de jovens casamansenses liderada pelo padre Augustin Diamacoune Senghor tiraram a bandeira do Senegal do edifício da administração de Ziguinchor e colocaram a bandeira branca de Casamansa. Até finais do século XIX, o território pertencia a Portugal, que o cedeu a França, potência colonial do Senegal até 1960.

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