Fernando Henrique Cardoso e Lula defendem Dilma de ataque de Bolsonaro

Atual presidente duvidou que a antiga chefe de estado tenha sido torturada na ditadura militar. "Mostra o raio X", disse, perante apoiantes. "Passa dos limites", disse FHC. "Ela tem uma coragem que ela jamais terá", disse o ex-sindicalista

Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil de 1995 a 2002, e Lula da Silva, seu sucessor de 2003 a 2010, saíram em defesa de Dilma Rousseff na sequência de um ataque de Jair Bolsonaro à chefe de estado de 2010 a 2016.

O atual presidente disse, aos risos, num evento perante apoiantes duvidar que Dilma, que foi torturada em 1970 e esteve três anos presa, tenha fraturado a mandíbula na sequência da detenção. "Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio X para a gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio X", afirmou.

"A minha solidariedade à ex-presidente Dilma Rousseff. Brincar com a tortura dela - ou de qualquer pessoa - é inaceitável. Concorde-se ou não com as atitudes políticas das vítimas. Passa dos limites", disse FHC, como é conhecido Cardoso no Brasil.

"O Brasil perde um pouco da sua humanidade a cada vez que Jair Bolsonaro abre a boca. A minha solidariedade à presidenta [sic] Dilma, mulher detentora de uma coragem que Bolsonaro, um homem sem valor, jamais reconhecerá", afirmou Lula.

A própria Dilma emitiu nota de resposta a Bolsonaro. "Com a torpeza do deboche e as gargalhadas de escárnio, demonstra a índole própria de um torturador" e "ao desrespeitar quem foi torturado quando estava sob a custódia do Estado, escolhe ser cúmplice da tortura e da morte", afirmou.

A presidente, derrubada por impeachment a dois anos de completar o mandato, classificou o atual inquilino do Palácio do Alvorada de "fascista" e de "sociopata".

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