Ex-ministro de Bolsonaro é preso por corrupção

Milton Ribeiro é acusado de liderar um gabinete paralelo no Ministério da Educação para desvio de verbas. Na hora da demissão, em abril, o presidente dissera que punha "a cara no fogo" por ele.

A polícia federal do Brasil prendeu nesta quarta-feira o ex-ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro por suspeita de envolvimento num caso de corrupção no Ministério que levou à sua demissão em abril. Além de Milton Ribeiro, que é pastor evangélico, outros dois religiosos, Gilmar Santos e Arilton Moura, são alvo da polícia.

A operação foi batizada de "Acesso Pago" e investiga a prática de "tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos", com base em documentos, depoimentos e um relatório da Controladoria-Geral da União em que foi possível identificar indícios de crimes. Ao todo, estão a ser cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisões nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal.

O ex-ministro e os dois outros pastores são acusados de distribuir dinheiro do Fundo Nacional de Educação apenas para municípios cujos prefeitos aceitavam dar algo em troca - um dos pastores chegou a pedir barras de ouro a um autarca. O caso, denunciado pelo jornal O Estado de S. Paulo há cerca de quatro meses, levou à demissão de Milton Ribeiro mas contra a vontade de Jair Bolsonaro. "Ponho a cara no fogo por ele", disse o presidente do Brasil na ocasião.

Os pastores Santos e Moura são, por outro lado, muito próximos do Planalto, onde se reuniram com o chefe de estado em muitas ocasiões.

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