EUA passam 20 milhões de casos e Mitt Rommey pede ao Governo que chame veterinários para a vacinação

O senador republicano Mitt Romney diz que o plano de vacinação dos EUA "está terrivelmente atrasado" e pede uma ação urgente numa altura em que o país ultrapassa os 20 milhões de casos.

O plano de vacinação dos EUA está "terrivelmente atrasado", criticou esta sexta-feira o senador republicano Mitt Romney, que pede uma ação urgente ao Governo numa altura em que o país ultrapassou os 20 milhões de casos de covid-19, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins.

"Que os planos abrangentes de vacinação não tenham sido desenvolvidos ao nível federal e enviados aos estados como modelos é tão incompreensível quanto indesculpável", considerou o senador que representa o Utah.

Caracterizou de "irrealista" o plano de vacinação que se baseia nos hospitais e farmácias que já estão sobrecarregados com o combate à pandemia. Romney, em comunicado, faz uma série de sugestões para que o tempo perdido na campanha de vacinação, iniciado a 14 de dezembro, seja recuperado e que vidas sejam salvas.

Pede ao Governo que recrute médicos aposentados, veterinários, estudantes de medicina e outros profissionais ligados à saúde para administrarem as vacinas contra a covid-19.

Outra das soluções propostas é alargar os locais de vacinação às escolas, por exemplo.

"O processo de vacinação está a ficar para trás"

As críticas e o apelo ao Governo do senador republicano surgem depois de se saber que apenas 2,8 milhões de norte-americanos foram vacinados, um número que ficou muito longe do objetivo estabelecido pela administração do presidente cessante, Donald Trump que tinham estabelecido como meta 20 milhões de imunizados até ao final do ano.

Diz Mitt Romney que, "ao contrário do desenvolvimento das vacinas, o processo de vacinação está a ficar para trás". "Não é realista supor que os profissionais de saúde, já sobrecarregados com os cuidados de covid-19 possam assumir um programa de vacinação massivo", criticou.

"Quando algo não está a funcionar, é preciso reconhecer a realidade e desenvolver um plano - especialmente quando centenas de milhares de vidas estão em jogo", sublinhou o senador.

Os EUA, o país mais afetado pela pandemia de covid-19 em todo o mundo em números absolutos, conta já com mais de 346 mil mortes devido à covid-19.

Em número de infeções confirmadas é também líder destacado no mundo, bastante à frente da Índia, onde se contabilizam 10,3 milhões de casos.

Atualmente, mais de 125 300 pessoas estão hospitalizadas devido à covid-19, de acordo com os dados do 'Covid Tracking Project', cita a AFP.

Os mais recentes números revelam uma aceleração significativa da pandemia nos EUA, onde foram necessários vários meses para atingir a barreira dos 10 milhões de infetados, o que aconteceu a 9 de novembro, tendo o ritmo de novas infeções disparado em dezembro.

A barreira dos 19 milhões foi ultrapassada no último domingo, um número que representa, por exemplo, a totalidade da população do estado de Nova Iorque.

Os EUA viram-se confrontados com um agravamento da pandemia no outono, sobretudo devido às deslocações de milhões de americanos para as festas familiares do feriado de Ação de Graças, no final de novembro, e as festas de Natal e fim de ano, apesar dos inúmeros apelos para que ficassem em casa.

Com Lusa

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