EUA exigem investigação "robusta" à origem do coronavírus

A nova administração vai dedicar "recursos significativos" para analisar origens do SARS-CoV-2 e trabalhar com países aliados nesse sentido.

Os Estados Unidos querem uma investigação internacional "robusta e clara" sobre as origens da pandemia de Covid-19 na China, disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki. Em declarações aos jornalistas, afirmou que era "imperativo chegar às origens" de como o vírus apareceu e se espalhou por todo o mundo, e mostrou "grande preocupação" com a "desinformação" de "algumas fontes na China".

Psaki disse que os Estados Unidos estavam a dedicar recursos próprios significativos à análise do que aconteceu. Washington vai "recorrer à informação recolhida e analisada pela comunidade de informações" e também trabalhar com os aliados para avaliar a "credibilidade" de qualquer relatório externo, indicou.

Além disso, a administração Biden pretende aumentar o pessoal no terreno em Pequim, invertendo a tendência da anterior administração.

O novo coronavírus matou mais de dois milhões de pessoas, infetou mais de cem milhões, e afetou a economia global desde que foi detetado pela primeira vez em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

No início deste mês, uma equipa de peritos da Organização Mundial de Saúde chegou a Wuhan para investigar as origens do vírus.

Pequim argumentou que embora Wuhan seja o local onde o primeiro grupo de casos foi detetado, não é necessariamente o local de origem do vírus.

Os cientistas concordam que a doença tem uma origem animal e que o foco especial é o mercado de Wuhan, que vende animais vivos.

O ex-presidente americano Donald Trump deu algum apoio a uma teoria de conspiração de que o vírus teve origem num laboratório do Instituto de Virologia de Wuhan, algo que a China rejeita.

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