Espanha está a retirar afegãos através do Paquistão

Trabalhadores afegãos, que foram deixados para trás quando as forças ocidentais abandonaram Cabul, estão a ser evacuados por Espanha através do Paquistão, confirmou uma fonte anónima do governo espanhol.

Apesar da fonte de governo se recusar a relatar mais detalhes sobre o que está a suceder, os media espanhóis, dos quais de destacam o El País e a Radio Nacional, informam que Madrid pretende acolher mais de 250 cidadãos afegãos, que já passaram a fronteira para o Paquistão e vão ser resgatados em aviões militares. É expectável que o primeiro voo aterre em Espanha ao final do dia desta segunda-feira.

O processo para estas retiradas já se encontra em marcha pelo menos desde o início de setembro, altura em que o Ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Jose Manuel Albares, visitou o Paquistão e o Catar para estabelecer uma base de trabalho.

Aquando da tomada de poder pelos talibãs em agosto, o governo espanhol procedeu à retirada de mais de 2000 pessoas - a maioria delas afegãos que trabalhavam para Espanha, juntamente com as suas respetivas famílias. Contudo, estes voos tiveram que parar desde que as últimas tropas norte-americanas que estavam a proteger o aeroporto da capital afegã abandonaram o terreno.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse em agosto passado que o seu país não ia "perder o interesse nos afegãos que tinham ficado para trás" mas que pretendiam fugir. O principal diplomata da União Europeia, Josep Borrell, apelou que a União fosse capaz de acolher um número bastante considerável de afegãos. Em Madrid, na passada sexta-feira (8 de outubro), disse que "para os conseguirmos acolher, teremos primeiro que os evacuar. Estamos a tratar disso, mas não é um processo fácil".

Ao Alto-comissário para os Refugiados das Nações Unidas, a União Europeia confirmou que o pedido para acolher 42.500 refugiados afegãos em 5 anos é alcançável - mas a responsabilidade da decisão está a cargo do Estados-membros.

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