Equador. Socialista Arauz celebra vitória na primeira volta das presidenciais

O socialista Andrés Arauz e o conservador Guillermo Lasso irão disputar a segunda volta nas presidenciais no Equador a 11 de abril, segundo sondagens à boca das urnas da primeira volta das eleições realizada hoje.

O socialista Andrés Arauz conquistou entre 34,9% e 36,2% dos votos e o ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso entre 21% e 21,7%, segundo as mesmas sondagens, que atribuem o terceiro lugar ao candidato indígena Yaku Perez.

"Ganhámos! Uma estrondosa vitória em todas as regiões do nosso belo país. A nossa vitória é de 2 para 1 contra o banqueiro", escreveu Arauz em referência a Lasso, acionista do banco Guayaquil.

"Parabéns ao povo equatoriano por este partido democrático. Vamos esperar pelos resultados oficiais para sair e celebrar", acrescentou na mensagem no Twitter.

Arauz é um economista de 36 anos, considerado um delfim do ex-presidente Rafael Correa, que foi condenado em 2020 a oito anos de prisão por corrupção. Enfrenta uma ordem de prisão, mas foi viver para a Bélgica em 2017, país da sua mulher.

Guillermo Lasso, de 65 anos, lidera a oposição ao correismo e foi finalista vencido nas eleições presidenciais de 2017, que perdeu por dois pontos percentuais para o presidente cessante Lenín Moreno.

Do seu lado, César Monge, presidente do movimento apoiante de Lasso e candidato à Assembleia Nacional, descreveu os resultados como "excelentes notícias" para os equatorianos.

Acrescentou que os resultados mostram que "o que eles tentaram vender aos equatorianos, que não há segunda volta, que ganharam na primeira volta, é absolutamente diferente da realidade.

"A realidade é que dois terços dos equatorianos, a grande maioria dos equatorianos disseram 'não' ao passado, disseram, quero um futuro diferente, um futuro de oportunidades, um futuro com a capacidade de mudar o destino do país", disse.

E acrescentou que Lasso "terá sem dúvida um desafio muito importante para continuar a consolidar o apoio dos cidadãos e colocar-nos num caminho de mudança, para o futuro".

"Estamos muito felizes por termos esta oportunidade de todos os equatorianos demonstrarem que a grande maioria quer uma mudança", disse, observando que com os resultados das sondagens se está "basicamente perante a realidade dos números".

Um total de 16 candidatos participaram nas eleições e as empresas de sondagens concordaram que o candidato indígena Yaku Perez ficou em terceiro lugar com 16,7% a 17,9% dos votos, seguido por Xavier Hervas com 13% a 13,8%, respetivamente.

Mais de 13 milhões de eleitores estavam inscritos nas eleições, presidenciais e legislativas de hoje no Equador, país que atravessa uma grave crise económica, social, política e de saúde, em que regista perto de 15 mil mortes pela covid-19.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG