Exclusivo Ebrahim Raisi. Do comité da morte à presidência do Irão

Testemunhas corroboram o currículo sombrio do procurador que perseguiu milhares de oposicionistas. O homem que recebeu formação de Ali Khamenei no seminário pode vir a ser o futuro guia supremo.

Ao ser reeleito em 2017 com 57% dos votos e o maior número de sempre de eleitores (mais de 41 milhões), o clérigo moderado Hassan Rohani disse que os iranianos rejeitaram "os que queriam voltar para trás" e sublinhou a "via do entendimento com o mundo", que então se concretizava no acordo nuclear. Rohani acabara de derrotar Ebrahim Raisi, o candidato da linha dura, o mesmo que quatro anos depois irá ser o seu sucessor na presidência, materializando a alternância entre ultraconservadores e moderados. Na sua primeira conferência de imprensa enquanto presidente eleito, Raisi mostrou-se aberto "à interação com o mundo" e em especial no Médio Oriente. "A prioridade do meu governo será melhorar as relações com os nossos vizinhos", declarou.

Mais difícil será melhorar os laços com o resto do mundo, em especial com o Ocidente. O seu currículo está manchado pela suspeita de ter participado em crimes contra a humanidade e grupos como a Amnistia Internacional querem vê-lo no banco dos réus.

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