Deputados franceses aprovam passe sanitário de madrugada

O passe sanitário vai permitir atestar que uma pessoa foi vacinada, foi recentemente testada como negativa à covid-19 ou teve o vírus há menos de dois meses. Documento vai permitir viajar e aceder a grandes eventos.

França vai mesmo ter um passe sanitário para atestar que o seu portador está imune ou livre de covid-19, decidiu a Assembleia Nacional na madrugada desta quarta-feira, após uma primeira rejeição na terça-feira.

O artigo para a criação do passe sanitário faz parte do projeto de lei "gestão da saída da crise sanitária" que vai prolongar os poderes extraordinários das autoridades francesas face à pandemia até final de outubro.

O passe sanitário, que foi finalmente aprovado por 208 votos a favor e 85 contra, vai permitir atestar que uma pessoa foi vacinada, foi recentemente testada como negativa à covid-19 ou teve o vírus há menos de dois meses, não sendo assim contagiosa ou passível de transmitir a doença.

Este passe sanitário vai permitir viajar e aceder a grandes eventos.

Após uma primeira rejeição na tarde terça-feira, com os centristas a não alinharem com o partido da maioria, Republique en Marche, o primeiro-ministro disse numa entrevista na televisão que o passe seria aprovado ainda nessa noite.

Da parte do Governo, após terem sido criticados por não terem ouvido os seus aliados centristas, há agora um plano para reabrir as discotecas no verão, uma promessa muito esperada pelos centristas, após queixas do setor da noite.

Também o calendário do desconfinamento vai ser antecipado para voltar a uma vida "normal" um pouco mais cedo, em setembro.

Este projeto vai ser transmitido a partir do dia 18 de maio ao Senado para continuar o processo de aprovação.

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