"Dados insuficientes". Suíça não aprova vacina da AstraZeneca

Agência do medicamento da Suíça, que já autorizou vacinas da Pfizer-BioNtech e da Moderna, diz serem necesários mais estudos antes de se autorizar o imunizante da AstraZeneca no país

A agência do medicamento da Suíça, que emite as autorizações de comercialização dos remédios, considerou esta quarta-feira serem necessários mais estudos antes de se autorizar a vacina anti-covid da AstraZeneca no país.

"Os dados apresentados e estudados até agora ainda são insuficientes para permitir a concessão de uma autorização. Com efeito, são necessários os dados de novos estudos para avaliar mais profundamente a segurança, a eficácia e a qualidade", indicou a Swissmedic num comunicado.

A vacina da AstraZeneca já foi autorizada em numerosos países, incluindo da União Europeia.

A agência suíça adiantou que a sua comissão consultiva de especialistas externos considerou numa reunião extraordinária, realizada na terça-feira, "que os dados disponíveis não permitem ainda concluir que existe uma relação de benefício-risco positiva" no caso daquela vacina.

A Swissmedic quer mais dados sobre a eficácia de um estudo de fase III que está a ser realizado na América do Norte e do Sul.

A agência já autorizou as vacinas anti-covid da Pfizer-BioNtech e da Moderna. A campanha de imunização na Suíça começou no final de dezembro.

Por outro lado, a Confederação suíça indicou esta quarta-feira ter assinado um contrato com a farmacêutica alemã Curevac e o Governo sueco para a entrega de cinco milhões de doses de vacina. Também fechou um contrato preliminar de seis milhões de doses com a norte-americana Novavax.

"A população suíça terá assim acesso a mais duas vacinas desde que as fases de testes clínicos sejam bem-sucedidas e a Swissmedic dê a sua autorização", indica um comunicado do Ministério da Saúde suíço.

Desde o início da pandemia foram registados na Suíça mais de 528524 casos do novo coronavírus, incluindo mais de 8800 mortes.

A pandemia de covid-19, transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019 na China, provocou pelo menos 2,2 milhões de mortos resultantes de mais de 103,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço da agência France Presse.

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