Comissão Europeia não vai renovar contratos com AstraZeneca e Johnson & Johnson

Bruxelas irá optar por vacinas que usam tecnologia de mRNA, como acontece com as fórmulas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna.

A Comissão Europeia decidiu não renovar os contratos para a aquisição das vacinas da AstraZeneca e da Johnson & Johnson, refere a Reuters, que cita o La Stampa.

De acordo com o jornal, que cita fonte do Ministério da Saúde italiano, os contratos que estão em em vigor entre Bruxelas e as duas empresas não serão renovados quando expirarem, o que vai acontecer no próximo ano.

"A Comissão Europeia, em acordo com os líderes de muitos países (da UE), decidiu que os contratos com as empresas produtoras de vacinas (de vetor viral) válidos para o ano em curso não serão renovados no seu termo", noticia o La Stampa.

Na sequência desta decisão, Bruxelas irá optar por vacinas que usam tecnologia de mRNA, como acontece com as fórmulas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna.

Na terça-feira, foi anunciado que a Johnson & Johnson vai atrasar a entrega da vacina na União Europeia (UE), depois de a agência reguladora norte-americana, a Food and Drug Administration (FDA), ter pedido a suspensão da administração do fármaco. Esta decisão surge após a deteção de coágulos em seis mulheres após a toma da vacina.

À Reuters, um funcionário do executivo comunitário indicou que a Comissão Europeia pediu esclarecimentos à Johnson & Johnson sobre o anúncio "completamente inesperado" da empresa, informando dos atrasos nas entregas da vacina à UE.

Portugal devia receber esta semana 30 mil doses da vacina

Ainda na terça-feira, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) afirmou que está "a investigar" os casos de tromboembolismo detetados após a administração da vacina da Johnson & Johnson e alertou que, "para já, não se sabe se há relação causa-efeito".

O comité de segurança da Agência Europeia do Medicamento (EMA) está a rever a segurança da vacina investigando estes casos e a necessidade de uma eventual medida de regulação só será decidida quando houver conclusões científicas, explicou uma porta-voz da agência.

A EMA recordou ainda que os casos que estão em investigação foram detetados nos Estados Unidos, onde esta vacina foi utilizada com uma autorização de uso de emergência.

Perante esta situação, a ministra da Saúde, Marta Temido considerou, no final da reunião no Infarmed, ser "prematuro" comentar a recomendação emitida esta terça-feira pelas autoridades de saúde dos EUA para uma pausa na administração da vacina da Janssen.

"Recebemos essa notícia enquanto decorria a reunião. Neste momento é prematuro falar. Essa vacina não foi ainda iniciada no território da União Europeia, estamos a receber as primeiras doses esta semana. Os efeitos adversos estão descritos, mas no balanço risco-benefício continuamos a saber que a vacina é a nossa melhor arma para sairmos desta doença", explicou a governante.

De referir que estava previsto que Portugal recebesse esta quarta-feira as primeiras 30 mil doses da vacina da Johnson & Johnson. No segundo trimestre desde ano, Portugal deveria receber 1,25 milhões de doses, do total de 4,5 milhões que o país deveria ter disponíveis ao longo de 2021.

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