Champ e Major. Os cães estão de volta à Casa Banca

Os dois pastores alemães da família Biden tornaram-se nos first dogs, designação que se dá aos cães presidenciais

Donald Trump foi o primeiro presidente desde 1897 a não ter qualquer animal de estimação na Casa Branca, mas a tradição está de volta.

"Champ e Major juntaram-se a nós na Casa Branca", escreveu no Twitter a mulher do presidente Joe Biden, Jill Biden.

O presidente norte-americano e a primeira-dama levaram consigo para a Casa Branca os dois pastores alemães da família, que assim se tornaram nos "first dogs" - a designação carinhosa que se dá na América os cães presidenciais.

Champ foi o primeiro a chegar a casa dos Biden, em 2008. Durante a campanha para as presidenciais desse ano, Jill conseguiu que Joe lhe prometesse que se os americanos elegessem Barack Obama para a presidência, e ele próprio para vice-presidente, ele arranjaria um cão. E a professora levou a promessa tão a sério que ao longo das semanas ia colando fotos de vários cães nas costas do assento da frente de Biden no avião para ele ir avaliando as opções.

Mas a escolha de Champ acabou por gerar alguma polémica, uma vez que os Biden o compraram a um criador da Pensilvânia, em vez de adotarem um animal abandonado. O nome foi escolhido pelas netas do então vice-presidente.

Isso não impediu o pastor alemão de viver feliz no One Observatory Circle, a residência do vice-presidente em Washington. "De todos nós, Champ é quem mais vai estranhar deixar esta casa", confessava Jill ao Washington Post em janeiro de 2017. "Champ ganhou aqui uma família, com os funcionários e membros da segurança a terem sempre um biscoito à mão para ele".

Em novembro de 2018, os Biden decidiram arranjar um companheiro para Champ. Foi assim que Major chegou à família. Quando soube que a Delaware Humane Association (DHA) tinha recebido uma ninhada de pastores alemães que tinham sido envenenados, Joe não perdeu tempo. Primeiro ficaram com a guardar de Major durante oito meses e depois acabaram por o adotar. Major tornou-se assim o primeiro cão de busca e salvamento na Casa Branca.

Quando em janeiro do ano passado lhe perguntaram porque ter importante ter um animal de estimação, Biden garantiu: "Os cães lembram-nos da importância de viver o momento presente. Amam incondicionalmente e saboreiam cada instante connosco. Quando estou com o Champ e o Major, vivo no 'agora' e aproveito o simples facto de lançar uma bola ou dar um passeio".

Champ e Major sucedem assim a cães como Buddy, o labrador castanho de Bill e Hillary Clinton, ou as duplas Barney e Miss Beazley, de Laura e George W. Bush, e Bo e Sunny, de Michelle e Barack Obama.

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