Caiu o ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro

Pressionado pelo Congresso Nacional, o diplomata Ernesto Araújo está de saída do governo por causa, entre outros motivos, da aquisição de vacinas durante a pandemia. Decisão ainda não foi oficializada

Ernesto Araújo, ministro das relações exteriores do governo de Jair Bolsonaro, demitiu-se na manhã desta segunda-feira, 29 de março, em rutura, entre outros setores, com o Poder legislativo. A demissão ainda não foi oficializada.

Ministro de Bolsonaro desde o início do governo, por sugestão de Olavo de Carvalho, o filósofo amador que é considerado o guru da nova extrema-direita brasileira, Araújo acumulou desgastes ao longo de três anos. O último dos quais, decisivo para a sua queda, com o Congresso Nacional., que o acusou, pela voz dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, de negacionista face à pandemia e omisso na aquisição de vacinas.

Mas Araújo, um diplomata de carreira praticamente desconhecido e pouco respeitado no Itamaraty, como é conhecido o ministério a que presidiu, já havia colhidocríticas de setores importantes da sociedade e dentro do próprio governo. Primeiro, do lóbi do agronegócio por hostilizar, por razões a ideológicas, a China, principal cliente dos produtores de commodities brasileiros, depois, da ala militar e, finalmente, dos grandes empresários.

Em queda de popularidade e com a pandemia no seu pior momento, com mortes diárias perto de 3000 e mais de 300 mil mortos contabilizados, Bolsonaro resolveu ceder ao parlamento e deixar cair um dos seus ministros mais controversos.

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