Brasileiros voltam às ruas para pedir destituição de Bolsonaro

Dezenas de milhares de brasileiros voltaram às ruas de várias cidades neste sábado para pedir a destituição do presidente Jair Bolsonaro, cada vez mais desgastado pela gestão da pandemia.

Foi o quarto dia de manifestações convocadas por partidos de esquerda, sindicatos e movimentos sociais contra o presidente, que também está a ser investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por não ter denunciado suspeitas de irregularidades na negociação de vacinas contra a covid-19.

No centro do Rio de Janeiro, uma das mais de 400 cidades do Brasil e fora do país com atos programados, o protesto começou cedo. Milhares de pessoas expressaram suas críticas nesse "dia de unir o país em defesa da democracia, da vida dos brasileiros e do 'fora Bolsonaro' ", segundo os organizadores. Os manifestantes, a maioria deles vestidos de vermelho e usando máscara para evitar a propagação do coronavírus, carregavam cartazes com dizeres como "Fora criminoso corrupto", "Ninguém aguenta mais" e "Fora Bolsonaro".

"É muito importante que todos aqueles e todas aquelas que se sentem ofendidos ou oprimidos por esse governo, venham para as ruas, porque nós precisamos lutar pelo regresso da democracia", disse à AFP a assistente social Laíse de Oliveira, de 65 anos.

Popularidade em baixa

Até ao início da tarde, a imprensa noticiava, com imagens de avenidas cheias de manifestantes, protestos contra Bolsonaro em 20 estados, com críticas ao atraso da campanha de vacinação e ao disparo do desemprego e apelos pelo aumento do auxílio de emergência.

Bolsonaro vive seu pior momento desde que chegou ao poder em 2019. A sua popularidade está no nível mais baixo, 24%, e as sondagens indicam que nas eleições do próximo ano seria derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A oposição apresentou em junho um "superpedido de impeachment", que condensa uma centena de pedidos já apresentados anteriormente à Câmara dos Deputados com mais de 20 denúncias diferentes contra o presidente. Mas, por enquanto, Bolsonaro tem apoio suficiente no Congresso para bloquear essas iniciativas.

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