Bélgica expulsou imã que exortou à queima de judeus

Mohamed Toujgani viu permissão de residência na Bélgica ter sido cancelada a 12 de outubro do ano passado.

Um imã marroquino que exortou à queima de judeus foi expulso da Bélgica em outubro, por ser considerado uma "ameaça à segurança nacional", informou esta quinta-feira uma alta fonte oficial.

O ministro para o Asilo e a Migração, Sammy Mahdi, confirmou a informação a legisladores belgas e, embora não tenha informado a data da expulsão, acrescentou que o fanático religioso, Mohamed Toujgani, não estava "atualmente em território belga".

O caso tinha sido revelado pela estação televisiva VRT.

"Este homem foi provavelmente o pregador mais influente da Bélgica", disse Mahdi, acrescentando que a proibição de permanência por "extremismo" tem validade de dez anos.

Segundo o gabinete do ministro Mahdi, formalmente o cancelamento da permissão de residência foi aprovado a 12 de outubro do ano passado.

Toujgani pregou até ao ano passado na mesquita Al Jalil, no bairro de Molenbeek, onde se reúne uma das maiores comunidades muçulmanas da Bélgica.

Segundo o gabinete de Mahdi, Toujgani já era considerado "uma figura controversa há tempos, e em 2009 fez uma exortação à queima de judeus.

O vídeo com a exortação ficou conhecido em 2019 e a VRT avançou que naquele momento o imã pediu desculpas pelas agressões, alegando que foi um "deslize" relacionado com a guerra travada por Israel contra os palestinianos na Faixa de Gaza.

Toujgani também era o líder da Liga de Imãs Marroquinos na Bélgica e foi seguido pela Segurança de Estado, o serviço de Inteligência da Bélgica.

Mahdi explicou esta quinta-feira ter decidido a proibição há três meses "com base em informação dos serviços de segurança" e "devido a sinais de um grave perigo para a segurança nacional". "Não toleramos quem divide e ameaça nossa segurança nacional", insistiu o ministro.

As autoridades belgas reforçaram a vigilância das atividades religiosas em Molenbeek desde os ataques terroristas em Paris e Bruxelas em 2015 e 2016.

Planeados pelo grupo radical Estado Islâmico, os ataques foram organizados e executados por residentes na Bélgica, incluindo vários deste pequeno distrito da capital.

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