Autoridades belgas corrigem: há quatro portugueses mortos em derrocada de obra

Oito pessoas estão ainda internadas, três das quais em terapia intensiva.

A política belga atualizou o balanço da derrocada nas obras de uma escola em Antuérpia. Sobe para quatro o número de cidadãos portugueses entre as vítimas mortais.

Ouvido pelo DN, o porta-voz da polícia de Antuérpia, Willem Migom diz que se tratou de um detalhe relacionado com as identidade das vítimas mortais, extraídas dos escombros. Mantém-se, por isso, o balanço de cinco vítimas mortais.

"Posso confirmar que as duas identificações que restavam, um deles era português, de ascendência russa. E, foi por essa razão que houve uma confusão com as nacionalidades", afirmou Willem Migom, acrescentando que o novos elementos conduziram ao balanço final de "quatro portugueses e um romeno", vitimados pela derrocada. "Um dos portugueses é descendente de russos", especificou.

Em relação ao número de feridos, mantém-se o balanço oficial de "um total de nove, sendo que um deixou o hospital ainda ontem. Por isso, oito internados é a última atualização", adiantou, dizendo que não está na posse de "outros detalhes, porque agora cabe às famílias e aos próprios, decidir que querem divulgar o estado clínico".

Ontem, o mesmo porta-voz dava conta de "três feridos em terapia intensiva". O DN apurou, junto da porta-voz da proteção civil, Jasmien O que um dos feridos tem nacionalidade portuguesa.

Não foi, ainda assim, possível apurar a sua condição, sendo que "há cinco feridos em enfermaria, numa situação estável, sem risco de vida", disse o porta-voz da polícia, ainda ontem.

Parte dos operários estavam a trabalhar em altura, a fixar andaimes às fachadas laterais do edifício, e foram surpreendidos por uma rajada de vento forte, que terá estado na origem do colapso da estrutura metálica interna.

Alguns trabalhadores foram arrastados com os andaimes, outros ficaram presos no meio da amalgama de ferro retorcido, placas de madeira e pedaços de betão.

Os trabalhos de busca e salvamento prolongaram-se desde a tarde de sexta-feira, durante a madrugada, e só ficaram concluídos no sábado à tarde. Durante toda a operação os bombeiros recusaram-se a falar em vítimas mortais, numa altura em que os trabalhos ainda eram "para encontrar sobreviventes", como afirmou ao DN a porta-voz dos bombeiros Marie De Clercq.

Ao início da madrugada, as equipas no local pararam toda a maquinaria, deslocada para o local, para provocar silêncio, tentando encontrar sinais sonoros de vida.

Foi seguido um protocolo de vários pedidos de resposta, durante vários minutos, mas todos ficaram sem qualquer reação. "Podemos dizer que não obtivemos resposta às nossa chamadas de voz e de silvos sonoros, mas não podemos dizer que as cinco pessoas tenham morrido", afirmava cautelosamente, outra porta-voz dos bombeiros, admitindo que a ausência de sinais de vida pudesse dever-se a um "estado de inconsciência".

Ontem confirmaram que nenhuma das pessoas procuradas sobreviveu ao colapso da estrutura.

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