Atriz Lori Loughlin sai em liberdade após prisão por fraude em acesso à universidade

Norte-americana pagou subornos para que as duas filhas entrassem na universidade. Cumpriu uma pena de dois meses. O marido só será libertado em abril de 2021.

A atriz norte-americana Lori Loughlin, condenada a dois meses de prisão por cometer fraude e pagar para garantir a entrada das suas filhas numa universidade de prestígio, foi libertada esta segunda-feira após cumprir a pena no estado da Califórnia.

A atriz de 56 anos, famosa pelo papel na série "Full House" ("Que Família!"), compareceu a 30 de outubro na Prisão Federal para Mulheres de Dublin, perto de São Francisco, para cumprir a pena.

Este é o mesmo estabelecimento prisional onde outra atriz, Felicity Huffman, da popular série "Desperate Housewives" ("Donas de Casa Desesperadas"), cumpriu duas semanas de prisão em 2019 por causa do mesmo escândalo.

Loughlin, cuja carreira ficou arruinada, disse ter aprendido as lições da "terrível decisão" que a levou, junto com o marido, a pagar 500 mil dólares a um intermediário para garantir a admissão das suas duas filhas na Universidade do Sul da Califórnia (USC).

Eles combinaram com o cérebro da operação, William Singer, que as suas filhas seriam apresentadas como boas candidatas para a equipa de remo da universidade, mesmo nunca tendo praticado esse desporto.

"Achei que estava a agir por amor à minhas filhas (...) Agora entendo que as minhas decisões contribuíram para exacerbar as desigualdades em geral e as do sistema educacional em particular", disse Lori Loughlin diante do juiz de Boston que definiu sua sentença.

Além da pena de prisão, a atriz foi condenada a uma multa de 150 mil dólares e ficará com pena suspensa durante mais dois anos, tendo ainda de cumprir 100 horas de serviço comunitário.

O marido de Lori Loughlin, o estilista Mossimo Giannulli, considerado "o mais ativo" nesta fraude pelos investigadores, foi condenado a cinco meses de prisão e a uma multa de 250 mil dólares.

Ele foi detido a 19 de novembro na prisão masculina de Lompoc, perto de Santa Bárbara (Califórnia), devendo ser libertado a 17 de abril de 2021, de acordo com os serviços prisionais.

Das 55 pessoas acusadas neste caso, mais de 40 declararam-se culpadas, incluindo Singer, cuja organização recebeu cerca de 25 milhões de dólares no esquema de fraude da faculdade.

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