Alexei Navalny culpado de "difamação" horas após outra sentença

Opositor russo foi condenado pela divulgação de um vídeo em que apelidava várias pessoas, entre elas um veterano da II Guerra Mundialm de "vendidos" e "traidores"

Um tribunal russo declarou este sábado Alexei Navalny, o principal opositor do presidente Vladimir Putin, culpado de "difamação" de um veterano da II Guerra Mundial, horas após ter sido condenado, em recurso, a dois anos e meio de prisão, num outro caso.

"Alexei Navalny cometeu o crime", disse a juíza Vera Akimova ao ler a declaração da sua decisão, com a sentença a ser anunciada no final da audiência.

O Ministério Público solicitou, neste caso, uma multa de 950 mil rublos (cerca de 10 600 euros) e exigiu que uma pena suspensa para o opositor fosse convertida em pena de prisão.

Navalny foi acusado de divulgar em 2020 um vídeo em que apelida de "vendidos" e "traidores" os protagonistas de uma gravação que defendia as alterações constitucionais promovidas por Putin, onde se incluía um veterano de 95 anos.

O neto do idoso processou o opositor, que recusou reconhecer a sua culpa, e acusou os familiares de tentarem aproveitar-se da situação, ao "comercializarem" a sua imagem.

Também este sábado a justiça russa confirmou a sentença de prisão efetiva de Nalvalny, por violação de medidas de controlo judicial, mas reduziu-lhe a pena.

Segundo a agência AFP, o juiz de um tribunal de Moscovo, Dmitri Balashov, reduziu a pena em um mês e meio pelo que o ativista e principal opositor do regime russo irá cumprir uma pena de dois anos e meio de prisão.

Nesta audiência estava em causa a apreciação do recurso de Alexei Navalny contra a conversão em prisão efetiva da pena suspensa a que havia sido inicialmente condenado.

Em 2 de fevereiro, a justiça russa condenou Navalny, de 44 anos, a uma pena de três anos e meio de prisão ao tornar efetiva uma sentença suspensa em 2014, um julgamento considerado arbitrário pelo TEDH.

No entanto, a sentença impôs que fossem descontados os dez meses em que Navanly permaneceu em prisão domiciliária, devendo assim cumprir dois anos e oito meses.

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