Tribo da Pocahontas exige mais direitos e desafia lóbi dos casinos

Se forem reconhecidos pelo governo dos EUA, os índios Pamunkey terão benefícios em saúde, educação e habitação. E poderão apostar no negócio do jogo na sua reserva no estado da Virgínia.

Pouco mais de quatro séculos depois de terem sido uma das primeiras tribos de nativos americanos a encontrar-se com colonos britânicos, os índios Pamunkey têm agora preocupações bem diferentes. Até ao final do mês deverão ficar a saber se recebem o reconhecimento oficial do Gabinete Norte-Americano de Assuntos dos Índios, que lhes daria benefícios na saúde, educação e habitação, permitindo-lhes, além disso, construir casinos nas suas terras na Virgínia. É esta exceção à lei do jogo daquele estado que já lhes valeu a oposição do poderoso lóbi dos casinos, liderado pelo MGM.

"Estamos a lutar pela nossa sobrevivência", explicou Kevin Brown, o chefe eleito da tribo, ao britânico The Independent. Os Pamunkey, cujo número passou de mais de 20 mil no século XVII para pouco mais de 200 hoje, estão "a perder cultura a cada geração que passa. Estamos a perder o nosso sangue", afirmou Brown. E a verdade é que na atualidade são pouco mais de meia centena os índios Pamunkey que vivem de forma permanente na reserva. Os restantes preferiram instalar-se em Richmond, a capital da Virgínia, ou noutras cidades americanas.

Quando os primeiros colonos britânicos fundaram Jamestown, os Pamunkey viviam em aldeias junto ao rio homónimo naquele que é hoje o estado da Virgínia. O seu chefe era Powathan, cuja filha, Pocahontas, terá, segundo a lenda, salvo a vida ao capitão John Smith, um dos britânicos acabados de chegar ao Novo Mundo. Hoje, os Pamunkey são uma das duas tribos que mantêm as terras que lhes foram atribuídas pelos tratados de 1646 e 1677 assinados pelo governo britânico.

Leia mais na edição impressa ou no epaper do DN

Mais Notícias

Outras Notícias GMG