Snowden não pediu asilo político à Venezuela, diz Maduro

O Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, declarou hoje que não tenciona levar consigo o ex-colaborador da CIA Edward Snowden e que este não pediu asilo político nesse país.

"Por enquanto, ele não pediu asilo político na Venezuela", disse Maduro aos jornalistas.

O dirigente venezuelano encontra-se em Moscovo para participar numa cimeira de presidentes do Fórum de Países Exportadores de Gás Natural.

Quando lhe perguntaram se tenciona levar consigo Snowden para a Venezuela, Maduro respondeu com um sorriso: "Levaremos numerosos acordos respeitantes a investimentos no campo do gás".

Porém, frisou que o ex-agente deve ser defendido pelo direito internacional e humanitário.

"Ele não matou ninguém, não colocou bombas. O que ele fez: disse uma grande verdade para impedir a guerra. Snowden merece a defesa do direito internacional e humanitário", concluiu.

Países como a Finlândia e a Polónia já vieram dizer que não irão conceder asilo político a Snowden, mas por razões diferentes. Varsóvia diz que recebeu o pedido de asilo, mas já informou que a resposta vai ser negativa.

"Recebi uma carta que não corresponde aos critérios formais de um pedido de refúgio, mas mesmo que correspondesse, eu daria uma opinião negativa", escreveu no Twitter Radoslav Sikorsky, ministro polaco dos negócios estrangeiros.

Helsínquia anunciou que o ex-agente da CIA não pode pedir asilo político na Finlândia, pois não se encontra no seu território.

Também a Noruega anunciou que recusará um pedido de asilo de Snowden, por este ter sido apresentado num outro país.

"De acordo com as leis norueguesas não se pode pedir asilo a partir do estrangeiro. O procedimento normal estabelece que o pedido de asilo para Edward Snowden será recusado porque estava na Rússia quando enviou o pedido", afirmou o secretário de Estado da Justiça, Pal Lonseth.

Por seu turno, o Presidente do Equador, Rafael Correa, declarou, numa entrevista publicada hoje no jornal britânico The Guardina, que o seu país não está a considerar o pedido de asilo de Snowden e que nunca foi sua intenção facilitar a sua saída de Hong Kong.

A declaração de Rafael Correa coincide com a divulgação de uma carta de Snowden, na qual este agradece ao Governo do Equador pela coragem na defesa do seu caso.

Correa afirmou que o caso Snowden é responsabilidade da Rússia e que o ex-colaborador da Agência Nacional de Segurança norte-americana teria que chegar a território equatoriano antes do seu país analisar o pedido de asilo.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu asilo político a Snowden, mas impôs uma condição: ele deve pôr fim à sua atividade que visa prejudicar os nossos parceiros americanos, por muito estranho que isso possa parecer da minha boca".

Hoje, o Kremlin anunciou que exclui a possibilidade de extradição de Snowden para os Estados Unidos, por nesse país "existir a pena de morte".

Na Rússia, a pena de morte não foi abolida, mas, em 1996, o então Presidente Boris Ieltsin assinou uma moratória, que continua em vigor.

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