Separatistas acusados de não terem preservado provas

Kiev e Kuala Lumpur acusam os separatistas pro-russos de estarem a alterar o local onde caiu o avião da Malaysia Airlines, dizendo mesmo que estão a ser destruídas provas, numa altura em que os corpos começaram a ser retirados para as morgues.

A estas acusações junta-se a dificuldade em aceder ao local onde se encontram os destroços por parte dos investigadores da OSCE que estão no terreno, sendo que brevemente estará também a equipa enviada pela Malásia, que já chegou a Kiev.

O ministro malaio dos Transportes, Liow Tiong Lai, lamentou que a "integridade do local tenha sido comprometida". "Existem indicações que provas vitais não foram preservadas. Intervenções no local da queda poderão distorcer a investigação", realçou, citado pela AFP.

Já Kiev é mais direta nas acusações. "O governo ucraniano anuncia: terroristas com o apoio da Rússia estão a tentar destruir provas deste crime internacional", revela num comunicado. Acrescenta que 38 corpos foram levados para a morgue de Donestk, cidade ocupada pelos rebeldes, e que os separatistas pro-russos estão a tentar transportar destroços do avião para a Rússia.

A AFP escreve que no terreno estão vários homens a retirar os corpos, depois de estarem mais de 30 horas expostos ao clima, uma exigência que estava a ser feita por membros da OSCE, que alertava para a decomposição que os corpos começavam a sofrer. Segundo os separatistas, 27 corpos foram encontrados a alguns quilómetro de distância da zona onde se concentram a maior parte dos destroços.

A chanceler alemã Angela Merkel e o Presidente russo Vladimir Putin já acordaram realizar uma investigação internacional ao que aconteceu ao Boeing 777 da Malaysia Airlines, que na quinta-feira foi abatido por um míssil, alegadamente disparado de uma zona ucraniana controlada pelos rebeldes pro-russos. As 298 pessoas a bordo morreram, a maioria eram holandesas. O avião havia partido de Amesterdão e tinha como destino Kuala Lumpur.

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