Sarkozy falha moção de censura. Valls diz que "nada trava reforma"

Polémica lei de reformas e liberalização da economia foi adotada, mas tem de passar pelo Senado. Votação para tentar fazer cair governo socialista recolheu apenas 234 "sins"

"A lei do crescimento e atividade passou na Assembleia. Nada pode travar o movimento da reforma." Foi assim que o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, reagiu ontem à tarde depois de a moção de censura ao governo proposta pela UMP de Nicolas Sarkozy ter sido chumbada no Parlamento, ao recolher apenas 234 dos 289 votos necessários. Desta forma, a polémica Lei Macron, que impõe reformas e uma maior liberalização da economia, foi adotada formalmente, depois de ter sido aprovada por decreto na terça-feira, motivo que deu origem à moção de censura.

Esta polémica lei (de nome inspirado no ministro da Economia Emmanuel Macron) não tem recolhido sequer unanimidade dentro do Partido Socialista de François Hollande e Manuel Valls. Cerca de 30 deputados socialistas - apelidados de frondeurs (rebeldes) - têm--se recusado a votar a favor da Macron, mas sempre garantiram que não iriam apoiar a moção de censura. E cumpriram a sua palavra. "O debate não é para manter ou mudar o primeiro-ministro", mas sim "influenciar a direção do progresso social", referiu Pascal Cherki, um desses deputados.

Leia mais na edição impressa ou no epaper do DN.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG