"Sacrifício dos gregos foi muito maior que o dos portugueses"

Para George, Zacharoula e Filippos as notícias sobre as eleições e crise grega estão à distância de um telefonema para a família.

A avó de George Daskaloulis vivia numa casa com dois quartos e tinha que pagar 300 euros de impostos na conta da eletricidade ou arriscava ficar sem luz. A prima de Zacharoula Sidiropoulou, que trabalhava numa câmara municipal, tinha que levar papel higiénico de casa. Filippos Gavriilidis recorda histórias de mães que escondiam dos filhos que procuravam ajuda social para conseguir sobreviver. Em vésperas das legislativas que têm centrado as atenções da Europa, os gregos que fizeram de Portugal a sua casa seguem atentamente a tragédia que se desenrola a quase três mil quilómetros. As notícias estão à distância de um telefonema para a família.

As eleições foram antecipadas para 25 de janeiro depois de o Parlamento não ter conseguido eleger o novo presidente grego, no meio de um debate sobre as consequências da crise que obrigou a dois resgates de 240 mil milhões de euros. "O nível dos juros é insuportável, os gregos não podem pagar", defende Gavriilidis, que está em Portugal há oito anos e é proprietário do único restaurante de comida grega em Lisboa. "Se perdoarem a dívida da Grécia, também vamos beneficiar em Portugal, porque vamos querer as mesmas condições", acrescenta.

Leia mais pormenores na edição impressa ou no e-paper do DN

Mais Notícias

Outras Notícias GMG