"Quem imaginaria que aquela menina chegaria a presidente?"

Áurea Moretti, companheira de cela de Dilma durante a ditadura, explica a rotina na Cela 6 do Presídio Tiradentes, em São Paulo.

Era fevereiro de 1970, pico do verão brasileiro. Na cela 6 do Presídio Tiradentes, no centro de São Paulo, 15 mulheres acotovelavam-se numa cela de pouco mais de 20 metros quadrados sob o cheiro do suor e do fumo dos cigarros. Havia dois ou três beliches encostados às paredes, colchões pelo chão, um chuveiro e uma latrina a um canto. Nesse dia chega a 16.ª prisioneira à cela 6. Nada faria supor que aquela miúda de óculos grossos, cabelo curtinho, cigarro ao canto da boca e uma trouxa às costas se tornaria um dia presidente da República.

"Quem poderia supor? Ninguém, mas a verdade é que já vai para o segundo mandato", lembra Áurea Moretti, uma das 15 prisioneiras que olharam com indiferença para Dilma Vana Rousseff, estudante de Economia de 22 anos, naquele dia de verão.

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