"Quando há uma crise global, a chamada vai para Washington"

Seja um tsunami, a ameaça do Estado Islâmico ou uma epidemia de ébola, quando há uma crise global, "a chamada para a ação não vai para Londres, Tóquio ou Berlim, vai para Washington", garantiu o embaixador dos EUA, Robert Sherman, num seminário em Lisboa.

Para Robert Sherman, o mundo já não está dividido entre "os bons e os maus", está "cada vez mais complexo". Exemplo disso, explicou o embaixador americano em Lisboa num seminário sobre política externa dos EUA realizado no ISCTE, é que "Vladimir Putin pode ser questionado pela forma como age na Ucrânia mas a Rússia é um parceiro" nas negociações sobre o nuclear iraniano. Por sua vez o Irão, apesar das sanções americanas, parece também estar a tentar uma abertura, apesar de "não haver garantias de que as negociações vão ser bem-sucedidas".

Apresentado pelos professores Nuno Guimarães e Luís Nuno Rodrigues, Robert Sherman sublinhou a importância da Europa na parceria com os EUA. E quanto ao papel de Portugal, recordou que "temos de ter a noção que Portugal é um país pequeno. E o que queremos é que cada Estado contribua como pode e da melhor forma que consiga".

Sobre a saída dos norte-americanos da Base das Lajes, o embaixador explicou que "durante a Guerra Fria" a base era muito importante para Washington, mas hoje "as necessidades mudaram" e por isso "estamos a reajustar as nossas forças".

De futuro, os EUA esperam de Portugal que seja a sede de um Centro de Segurança marítima no Golfo da Guiné, cujo objetivo será "a análise e sugestões de soluções para os problemas da região". E garantiu: "Não é um substituto das Lajes. É uma necessidade".

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